O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, em pronunciamento nesta segunda-feira (17), que as manifestações realizadas no último final de semana, em defesa da anistia para os presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, demonstram a insatisfação da população com o cenário político atual. Ele defendeu o direito à liberdade de expressão e criticou a estimativa da Universidade de São Paulo (USP) para o público presente no ato realizado no Rio de Janeiro. Ele lembrou que a Polícia Militar do Rio estado calculou a presença de 400 mil pessoas.
— O brasileiro voltou, mais uma vez, às ruas do Brasil, pedindo anistia imediata para os presos políticos. Não foi só no Rio de Janeiro que vimos aquelas imagens maravilhosas, inspiradoras, com várias quadras lotadas. E aí veio a USP, uma instituição que respeito muito, mas que divulgou um cálculo ridículo, dizendo que havia apenas 18 mil pessoas. Pelo amor de Deus! A Polícia Militar trouxe o dado de 400 mil pessoas. Eu acho que até tinha mais — declarou.
Girão também questionou as decisões judiciais envolvendo os presos dos atos de 8 de janeiro. Ele argumentou que há casos de pessoas condenadas sem envolvimento direto em depredações e que as penas aplicadas foram desproporcionais. O senador comparou a situação com a anistia concedida a militantes políticos do passado e criticou a condução dos processos.
— Muitos dos que estavam em Brasília naquele dia nem entraram nos prédios públicos. Foi quase como copiar e colar a sentença. Isso não está certo. Quem errou tem que pagar, mas de acordo com a lei. Usam tanto essa palavra: "empatia". Onde está o olhar com empatia? Quem está no poder foi beneficiado com anistia no passado. Por que agora não querem beneficiar pessoas que nem com arma estavam?.
O senador também criticou o inquérito das fake news, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que a investigação tem sido usada como instrumento para silenciar opositores e que a condução do processo fere princípios jurídicos fundamentais. Segundo Girão, a falta de limites na atuação do STF compromete a credibilidade da instituição e afasta a sociedade do Judiciário.
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