O Governo de Minas tem direcionado recursos para a expansão dos serviços de hemodiálise em regiões estratégicas de todo o estado. Nos últimos cinco anos, com o objetivo de aumentar o acesso aos serviços e diminuir o deslocamento dos pacientes no território, foram investidos mais de R$ 46 milhões para ampliação dos serviços habilitados em Atenção Especializada em Doença Renal Crônica (DRC), implementação e habilitação de novos serviços e a ampliação do acesso à diálise peritoneal.
Em 2019, 80 serviços estavam habilitados para realizarem atendimento a pacientes portadores de Doença Renal Crônica no estado. Em 2024, já são 95 serviços habilitados em 61 das microrregiões de saúde do estado. A habilitação de novos serviços e o aumento da capacidade dos já existentes reduzem tempo de deslocamento e trazem qualidade de vida para os pacientes.
A secretária adjunta de Estado de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, ressalta que o principal objetivo da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) é a redução de vazios assistenciais.
No estado, a prestação dos serviços possui uma organização descentralizada, para promover fluxos mais racionais para populações nos seus diversos espaços, intra e inter-regionais e garantir uma acessibilidade mais adequada em todas as regiões.
“Um paciente com doença renal crônica precisa realizar hemodiálise, em média, três vezes por semana. O aumento dos serviços habilitados garante que mais mineiros possam fazer o tratamento mais próximo das suas residências, evitando excesso de deslocamentos e garantindo, assim, mais qualidade de vida para os usuários”, explica Poliana Lopes.
Doença Renal Crônica
Doença Renal Crônica (DRC) é um termo geral para diversas alterações que afetam tanto a estrutura quanto a função renal. Trata-se de uma doença de curso prolongado, que pode causar a perda constante e irreversível das funções dos rins.
O número de pessoas com Doença Renal Crônica (DRC) vem aumentando, principalmente, pelo envelhecimento da população em geral e pelo aumento de casos de Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus, as duas maiores causas de DRC, seguidas pelas glomerulonefrites.
Na maior parte do tempo, a evolução da doença é assintomática, fazendo com que o diagnóstico seja feito tardiamente. Nesses casos, o principal tratamento imediato é o procedimento de hemodiálise.
Prevenção
Nesta quinta-feira (13/3), Dia Mundial do Rim, a SES-MG alerta que a prevenção das doenças renais crônicas está diretamente relacionada a estilos e condições de vida das pessoas. Por isso, é fundamental tratar e controlar os fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo.
Assim, para se evitar a doença renal crônica, é importante adotar hábitos saudáveis, como tomar bastante água; ter uma alimentação balanceada, evitando consumo excessivo de sal, açúcar e gorduras e os alimentos ultraprocessados; ter uma vida mais ativa e praticar exercícios físicos regularmente.
Além disso, é essencial consultar um médico periodicamente para realizar exames de sangue e urina que podem ajudar a detectar precocemente qualquer problema renal.

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