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Transações por Pix voltam a aumentar na segunda metade de janeiro

Volume de transferências havia caído em meio a onda de fake news

28/01/2025 16h55 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Glaucia Melo Clark Fonte: Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil

Após a onda de fake news de uma falsa taxação do Pix, o volume de transações voltou a aproximar-se da média histórica na terceira semana de janeiro. Dos dias 16 a 27 deste mês, o número de transferências totalizou 1,923 bilhões, alta de 0,24% em relação aos mesmos dias de novembro, segundo as estatísticas do Sistema de Pagamentos Instantâneo (SPI) do Banco Central (BC).

O levantamento vai do dia seguinte à revogação da norma que modernizava a fiscalização do Pix e de outros tipos de transferências financeiras até segunda-feira (27). Por causa de uma onda de desinformação, que acarretou fraudes, como falsos boletos de cobrança de impostos e crimes à ordem econômica, como cobrança de preços diferenciados entre Pix e outras modalidades, a Receita Federal cancelou a instrução normativa que tinha entrado em vigor em 1º de janeiro.

Em relação a dezembro, o volume de transferências via Pix caiu 13,1% na comparação entre os dias 16 e 27. No entanto, o último mês do ano historicamente tem um pico de transferências por causa do pagamento do décimo terceiro salário, das compras de Natal e das férias de fim de ano. Dessa forma, o padrão histórico mais apropriado de comparação é com o mesmo período de novembro.

O ato, que entrou em vigor no início de janeiro, que determinava que operações via Pix que somassem R$ 5 mil mensais para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas fossem informadas à Receita, fez o volume de transações cair 13,4% de 1º a 15 de janeiro em relação a dezembro. Na comparação com o mesmo período de novembro, o recuo chegou a 6,7%. Se considerar o período entre 1 e 14 de janeiro, a queda chega a 15,7% em relação a dezembro e a 7,9% em relação a novembro. Apesar de o órgão alegar que a norma era uma adaptação técnica às ferramentas modernas, a medida gerou fortes críticas, especialmente da oposição, e foi vista como uma ameaça à classe média e aos trabalhadores informais.

Críticas da oposição e impacto social

Entre os principais críticos estava o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que acusou o governo de criar uma política tributária prejudicial aos cidadãos comuns. Segundo a oposição, a medida poderia obrigar trabalhadores informais a pagar Imposto de Renda sobre suas movimentações financeiras, gerando insegurança na população.

Além de revogar a norma, o governo editou uma medida provisória que reforça a isenção de impostos e o sigilo bancário sobre o Pix, princípios já garantidos pela Constituição. A MP também proíbe a cobrança de preços diferenciados pelo comércio para transações via Pix. Embora a Receita Federal tenha esclarecido que a instrução normativa não acarretaria cobrança de impostos pelo Pix, o crescimento na circulação de fake news sobre o tema forçou o cancelamento das novas regras.

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