A cidade de Guadalajara (México) é a nova sede do Campeonato Pan-Americano de Judô, que será disputado entre os dias 15 e 18 de abril e vale pontos no ranking de classificação para a Olimpíada de Tóquio (Japão). O torneio estava marcado para Córdoba (Argentina), mas o local teve que ser alterado, devido às restrições de eventos esportivos e circulação de pessoas em território argentino, decretada pelo governo do país, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).
Antes do Pan, os judocas brasileiros terão pela frente dois Grand Slams. O primeiro será em Tbilisi (Geórgia), entre os dias 26 e 28 deste mês. O seguinte está marcado para Antalya (Turquia), de 1 a 3 de abril. Após a competição em Guadalajara, a seleção nacional disputa o Grand Slam de Kazan (Rússia), entre 5 e 7 de maio, encerrando o período de classificação olímpica com o Mundial de Budapeste (Hungria), agendado de 6 a 13 de julho.
A maior parte dos principais atletas do país está em treinamento no leste europeu desde o último domingo (14). A equipe masculina se reuniu em Tbilisi, ao lado das seleções de Cuba, Países Baixos, Mongólia, Azerbaijão, Egito e da própria Geórgia. Já o grupo feminino treina na Albânia, com os times de Turquia, Azerbaijão, Israel, Eslovênia, Croácia, Kosovo e Itália. "São todos os atletas que estão dentro da zona de ranqueamento olímpico, com algumas exceções. As duas peso-pesado [acima de 78 quilos], Maria Suelen Altheman e Beatriz Souza, ficam no Brasil, porque não há atletas do peso delas, só as mais leves. Eric Takabatake [até 60 quilos], Daniel Cargnin [até 66 quilos] e David Moura [acima de 100 quilos] também não estarão, mas por uma questão técnica da individualidade do treinamento de cada um. Eles ficam no Brasil treinando da melhor forma que a gente planejou junto com os treinadores dos seus clubes", explicou o gestor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Ney Wilson, em nota no site da entidade.
É a primeira vez, desde o início da pandemia, que os judocas do país fazem treinos de campo fora do Brasil. A ocasião anterior foi durante o Grand Slam de Paris (França), em fevereiro de 2020. "A gente não estava prevendo piorar tanto a situação da pandemia no Brasil. Por exemplo, no Rio Grande do Sul, em São Paulo, os clubes estão sem condições ideais de treinamento. Foi uma coincidência conseguirmos esses treinos exatamente nesta janela. Mas, o nosso grande objetivo é, realmente, dar oportunidade aos nossos atletas de treinar com europeus. É o que está faltando mais e os atletas da Pan-América têm sentido mais isso", completou Wilson.
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