A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (17) relatório da avaliação da política pública sobre cotas étnico-raciais nos programas e ações do Ministério da Cultura. Desde 2013, todas as comissões permanentes do Senado escolhem uma política pública a ser avaliada por ano, exercendo seu papel fiscalizador. O objetivo é oferecer recomendações ao Poder Executivo e desenvolver propostas legislativas de aprimoramento.
O plano de trabalho foi aprovado em agosto e previu a realização de audiências públicas que possibilitaram a análise da política e a apresentação do relatório, conforme observou o relator da avaliação, senador Paulo Paim (PT-RS). Ele afirmou que todo o sistema do ministério executa políticas de ação afirmativa, seja por meio da administração direta ou da administração indireta.
Paim frisou, por exemplo, que em março de 2023 foi instituído o Comitê de Gênero Raça e Diversidade do Ministério da Cultura, com o objetivo de subsidiar a elaboração de políticas públicas de cultura transversalizadas pela diversidade, promoção da igualdade de gênero, étnica e racial de forma alinhada e articulada.
— A ausência de indicadores padronizados e de um sistema robusto de monitoramento representa um obstáculo para a consolidação dessas políticas. A coleta de dados ainda é fragmentada, dificultando a análise do impacto efetivo das cotas e outras iniciativas afirmativas. A audiência pública realizada no âmbito desta avaliação reforçou a necessidade de maior integração entre as esferas federativas e de capacitação de gestores para lidar com a complexidade das especificidades culturais.
Para Paim, as cotas étnico-raciais, implementadas nos programas e ações do Ministério da Cultura (MinC), são instrumentos fundamentais para corrigir desigualdades históricas e promover a inclusão social de grupos marginalizados, como povos indígenas, comunidades quilombolas e afrodescendentes. Paim afirmou, no entanto, que alguns aperfeiçoamentos podem ser considerados com base nas avaliações realizadas pela CE.
— Entre essas melhorias, sugerimos a implementação de indicadores de desempenho que permitirão acompanhar a inclusão e os resultados, além de fornecer subsídios para aprimorar as políticas públicas; a ampliação da participação social; a capacitação de gestores. Além disso, campanhas educativas em diferentes mídias também podem ampliar a conscientização e desmistificar preconceitos, criando um ambiente mais favorável à aceitação e ao fortalecimento das políticas afirmativas — destacou o senador.
O presidente da CE, senador Flávio Arns (PSB-PR), afirmou que o relatório será enviado para todos os governos dos estados, do Distrito Federal e dos municípios com vistas ao alinhamento de ações na área.
Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 13° Máx. 25°
Mín. 13° Máx. 26°
Tempo limpoMín. 14° Máx. 27°
Parcialmente nublado
CONVERSA DE ESQUINA Ser ou não ser?
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
