A quantidade de procedimentos estéticos cirúrgicos e não cirúrgicos no mundo aumentou 40% nos quatro anos anteriores a 2023, de acordo com levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês). No ano do estudo, considerando apenas as operações cirúrgicas, o Brasil liderou entre os países pesquisados, com 2,1 milhões de procedimentos realizados.
Na visão do cirurgião plástico Dr. Rogério Capobianco, um fator que ajuda a explicar o crescimento apontado pela ISAPS é o avanço da tecnologia. Ele reforça ainda o posicionamento do Brasil como pioneiro na evolução de muitas técnicas.
“Nos últimos anos, houve uma revolução na cirurgia plástica mundial. Com o investimento em tecnologias modernas, hoje conseguimos obter melhores resultados, complementando e melhorando o que já atingíamos em contorno corporal. Entramos na era da cirurgia plástica de alta performance”, assegura o médico.
Dr. Rogério Capobianco exemplifica dizendo que, há algumas décadas, os equipamentos à disposição dos profissionais eram limitados a cânulas (uma espécie de tubo usado em procedimentos cirúrgicos) e bisturis, situação que mudou por completo.
“Atualmente, investimos em bombas infiltradoras, lipoaspiração ultrassônica Vaser, Argoplasma, Renuvion, vibrolipo e demais tecnologias para retração de pele, enxertos de gordura guiados por ultrassonografia, dispositivos anti-trombose e tantos outros equipamentos para melhora de resultado e segurança do paciente”, diz, citando uma série de inovações usadas na área.
O termo “Vaser”, ao qual o profissional se refere, é uma técnica de liposucção que utiliza ultrassom para quebrar seletivamente as células de gordura, facilitando sua remoção com menos trauma para os tecidos, ou seja, preservando melhor a sua estrutura.
Segundo Dr. Rogério Capobianco, essa técnica pode ser utilizada tanto para aprimorar contornos corporais quanto para realizar procedimentos de alto detalhamento, como na definição de músculos em áreas como abdômen, braços e coxas.
Outra inovação dos últimos anos que o cirurgião plástico destaca é o Renuvion e o Argoplasma, descritos como tecnologias avançadas que funcionam com jato de plasma, e são utilizadas para retração e tratamento da flacidez da pele.
“Essa tecnologia ajuda a remodelar e aprimorar áreas específicas do corpo, como na lipoescultura de alta definição e em procedimentos de rejuvenescimento corporal, proporcionando resultados mais definidos e naturais”, diz Dr. Rogério Capobianco.
Resultados mais naturais e recuperação do paciente
O cirurgião plástico explica que o avanço das tecnologias possibilita também a obtenção de resultados mais naturais, nos quais não fica evidente que o indivíduo passou por um procedimento estético. Segundo Dr. Rogério Capobianco, essa é uma preocupação trazida por muitos pacientes. “As pessoas buscam corpos definidos, mas com elegância, sem exageros”, sintetiza.
A tecnologia proporciona ainda uma recuperação mais rápida. “Atualmente o retorno às atividades diárias pode ocorrer em 2 a 3 dias, como em próteses de silicone, e 7 a 15 dias em procedimentos maiores como lipoesculturas e abdominoplastias”, esclarece.
O especialista faz, no entanto, uma ressalva. Independentemente do avanço tecnológico, uma recomendação nunca muda: o paciente deve buscar sempre um profissional devidamente capacitado, tirar todas as dúvidas antes do procedimento e seguir as orientações do cirurgião.
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