A greve dos professores e servidores do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) em Sabará já ultrapassa 40 dias, deixando cerca de mil alunos sem aulas e projetos. Essa paralisação, que começou em 9 de abril, em todo o país incluindo as universidades e institutos federais reflete uma luta intensa por valorização e reconhecimento, impactando profundamente a comunidade acadêmica local.
Recentemente, professores e alunos realizaram uma manifestação em frente ao campus do IFMG Sabará. A professora Bárbara, que atua na área de gestão e negócios, explicou os motivos e impactos da greve. "Nós ficamos, desses 34 dias, 26 sem receber a abertura da possibilidade de mesa de negociação", lamentou Bárbara, evidenciando a frustração e o desamparo sentido por todos os envolvidos.
Impasses nas Negociações
A última mesa de negociação com o governo federal, realizada em 19 de maio, trouxe uma proposta desanimadora de 0% de reajuste para 2024. "Os TAEs [Técnicos Administrativos em Educação], que estão aqui com a gente hoje, já somam quase 34% de perda salarial", ressaltou Bárbara. Ela destacou a discrepância entre os reajustes recebidos por outras categorias, como a Polícia Federal (24,2%) e o IBAMA (35%).
A greve não se limita a reivindicações salariais. Os grevistas também exigem a revogação do Novo Ensino Médio e a recomposição orçamentária das instituições, que vêm sofrendo cortes significativos. A demora nas negociações aumenta a preocupação entre os grevistas, que veem com apreensão a falta de avanços em questões fundamentais para a qualidade da educação.
Nova Proposta do Governo
Na terça-feira, 21 de maio, o governo federal apresentou uma nova proposta aos TAEs, com um prazo até 28 de maio para assinatura de acordo. A oferta, considerada "final", inclui índices de correção salarial que variam de 13,3% a 31% entre 2025 e 2026, além de manter o reajuste zero para 2024. Essa postura rígida do governo não deixa margem para novas contrapropostas da categoria.
Professores fazem um apelo urgente por reestruturação, revogação e recomposição imediata. "Nós precisamos e queremos retornar aos calendários. Ninguém aqui quer ficar de greve mais", afirmou, refletindo o desejo de todos os grevistas de voltar à normalidade, mas com condições justas e dignas de trabalho.
Alguns alunos do IFMG também se uniram ao movimento, demonstrando apoio aos professores e suas demandas. A presença estudantil na greve sublinha a solidariedade e a união em prol de um ensino de qualidade e de melhores condições de trabalho para os educadores.
Reflexão e Ação
A greve dos professores das universidades federais e institutos federais é um chamado à ação. É um lembrete poderoso de que a educação é um pilar essencial da sociedade, que deve ser valorizado e protegido. Enquanto os professores lutam por justiça, cabe a todos apoiar essa causa e reconhecer a importância de suas demandas.
Divergente da proposta apresentada pelo governo Lula em campanha, a Educação já teve grandes perdas durante a gestão do PT com bloqueio de recursos e agora com a falta de negociação com os profissionais da educação.
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