Desde 21 de novembro do ano passado, os 22 elevadores sociais do prédio Minas, localizado na Cidade Administrativa, estão interditados. A causa dessa medida drástica foi constatada em um laudo técnico: riscos relacionados ao colapso dos pilares metálicos, decorrentes de vícios construtivos. Esses problemas também foram identificados nos elevadores do prédio Gerais, que, surpreendentemente, continuam em pleno funcionamento.
O Que Diz o Laudo? O documento técnico, assinado por três engenheiros civis em 11 de março, detalha as avarias nos elevadores do prédio Minas. Um ponto crítico é o colapso dos pilares metálicos dos contrapesos do elevador “E”. O contrapeso é um componente crucial, consistindo em uma estrutura metálica onde são fixados pesos. Essa estrutura deve ter um peso total igual ao da cabine, acrescido da capacidade dimensionada.
Tensão entre Servidores A situação tem gerado tensão entre os servidores que atuam nos edifícios da Cidade Administrativa. Parte dos trabalhadores do prédio Minas foi realocada para outros edifícios, enquanto alguns obtiveram permissão para trabalhar em casa durante parte da semana. No entanto, essa medida não abrange todo o quadro de funcionários. Uma servidora, que preferiu não se identificar, expressou preocupação: “Aqui temos vários servidores que desempenham funções que não podem ser realizadas remotamente. Estamos usando elevadores privativos que, segundo eles, foram vistoriados em novembro do ano passado. Mas não sabemos se podemos confiar.”
Sigilo e Necessidade de Obras Corretivas O laudo técnico é sigiloso e foi contratado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). A conclusão é clara: é preciso realizar obras corretivas para garantir a segurança dos usuários dos elevadores. Enquanto isso, os servidores continuam a enfrentar a incerteza e a preocupação diante dessa situação delicada.
Histórico
Em novembro de 2023, foram detectadas falhas no funcionamento de dois elevadores do Prédio Minas durante os procedimentos de manutenção permanente e preventiva realizados nas dependências do complexo.

Na ocasião, para garantir a segurança e evitar riscos aos servidores e visitantes, todos os elevadores sociais do prédio foram desligados, e os privativos foram disponibilizados para uso comum. Enquanto o uso dos elevadores sociais não é retomado, os servidores que executam suas atividades no prédio foram autorizados a realizar teletrabalho.
Desde então, a Intendência da Cidade Administrativa vem tomando as providências necessárias para garantir a retomada segura do funcionamento dos elevadores. Três empresas especializadas foram consultadas para a realização de uma perícia técnica de Engenharia com o objetivo de diagnosticar, corrigir ou estancar o problema detectado e elaborar memorial descritivo juntamente com o projeto específico e detalhamento para a recuperação da situação encontrada no local.
O prazo estendido, em razão da necessidade de diagnóstico aprofundado e dos procedimentos que são obrigatórios na administração pública, teve como objetivo buscar a solução mais segura para os problemas constatados.
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