O senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou, em pronunciamento na terça-feira (19), os dez anos da operação Lava Jato, força-tarefa que revelou um esquema bilionário de desvios de recursos públicos da Petrobras. O parlamentar afirmou que a operação contou com 79 fases e 195 denúncias, resultando em 244 ações penais, 1,9 mil mandados de busca e apreensão, 560 prisões e 981 pessoas denunciadas. Segundo Girão, foram realizados 278 acordos de colaboração e leniência, em que se obteve o compromisso de devolução de R$ 22 bilhões.
— Tanta eficiência só foi possível pela sinergia entre o Ministério Público, a Polícia Federal, o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], além de um juiz de primeira instância austero e corajoso que hoje é nosso colega aqui, o senador Sergio Moro [União-PR]. No auge da Lava Jato, provas incontestáveis fizeram com que dezenas de empresários e políticos muito poderosos fossem pela primeira vez parar na cadeia, incluindo um ex-presidente da República, condenado a 12 anos de prisão em três instâncias no ano de 2018, por ter chefiado o maior esquema de corrupção da história do Brasil e um dos maiores do mundo.
Girão destacou que relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que os prejuízos causados à Petrobras chegaram a R$ 29 bilhões. Para o senador, aLava Jato foi “destruída” por uma sequência de ações tomadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do fim da prisão em segunda instância.
— Os três Poderes da República, especialmente a nossa Corte Suprema, deram o golpe de misericórdia num ideal de justiça que movimentou milhões de pessoas indo para as ruas acreditando que a justiça poderia ser para todos nesta nação; que empresários poderosos, que políticos poderosos, mas também corruptos pagariam de acordo com o que manda a lei. (...) Começou com um julgamento dos mais vergonhosos da Suprema Corte, quando, em 2019, por seis votos a cinco, decidiu pelo fim da prisão em segunda instância.O mesmo tribunal que, apenas três anos antes, tinha decidido exatamente o contrário. O que ocorreu no Brasil em tão pouco tempo para justificar mudança tão grande em algo tão relevante? A resposta a essa pergunta foi dada muito rapidamente com a suspensão da condenação de Lula por questões meramente técnicas, com a transferência dos processos para outras comarcas. A partir daí, uma sucessão de vergonhosas decisões anulando acordos promovidos pela Lava Jato para a recuperação de bilhões de reais em que as empresas beneficiadas eram simplesmente réus confessos, como a J&F e a Odebrecht.
O parlamentar também criticou a perda de mandato do deputado federal Deltan Dallagnol, um dos procuradores mais atuantes da operação, e eleito pelo estado do Paraná em 2022. Para o senador, a decisão doTribunal Superior Eleitoral (TSE)foi uma medida de “vingança contra aqueles que ousaram enfrentar o sistema corrompido e corruptor”.
— Vivemos tempos muito difíceis, de completa inversão de valores, mas eu quero dizer que não perdi meu otimismo e minha esperança para, um dia, retomarmos o espírito da Lava Jato ao combate sem tréguas à corrupção e à impunidade, verdadeiro câncer em metástase. Neste dia, que espero não tardará, vamos retomar o caminho para a construção de uma nação não apenas próspera, mas que seja referência em justiça e moralidade.
Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 13° Máx. 26°
Mín. 13° Máx. 27°
Parcialmente nubladoMín. 14° Máx. 29°
Tempo limpo
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
