Em pronunciamento nesta segunda-feira (11), o senador Paulo Paim (PT-RS) relatou visita à sede da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) em Brasília, no dia 7, quando foi apresentado o plano de expansão da empresa para o Brasil. O senador ressaltou a importância da rede nacional de comunicação pública, que, segundo ele, cresceu significativamente no país, com números relevantes de alcance em rádio, internet e televisão.
— Creio que o Brasil está no caminho certo, comprometido com o acesso equitativo à informação e à cultura. Reconheço que a comunicação pública desempenha um papel fundamental na promoção da diversidade, na garantia da liberdade de expressão e na construção de uma sociedade mais inclusiva — disse.
Segundo o senador, a EBC busca atender ao interesse público e promover uma sociedade mais bem-informada com veículos como Agência Brasil, Rádio Nacional, Rádio MEC e TV Brasil, além de parcerias com instituições educacionais. Ele ainda enfatizou a necessidade de democratizar o acesso à informação pública e proporcionar à população uma fonte confiável, que desempenha um papel importante no combate às fake news.
— É essencial investir em infraestrutura, tecnologia, capacitação e profissionalização para que o sistema público possa cumprir sua missão de servir ao interesse público, fornecendo conteúdo de qualidade, educativo e culturalmente relevante para todo o povo brasileiro. Acredito firmemente que o fortalecimento do sistema público de comunicação é um investimento no fortalecimento da própria democracia e na promoção do desenvolvimento social e econômico — declarou.
Em seu discurso, Paim também chamou a atenção para a Missão Josué de Castro, apresentada durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH), promovida na manhã desta segunda-feira. A missão tem como objetivo assegurar políticas públicas estruturantes e efetivas de combate à fome, buscar a soberania alimentar com a construção de sistemas alimentares saudáveis e justos, alimentando 5 milhões de brasileiros.
— O Brasil é um país abundante em recursos, mas onde milhões ainda vivem à margem da cidadania, presos em um ciclo implacável de pobreza e privatizações. Diria que 60 milhões de pessoas vivem ainda em situação precária neste país; 32 milhões, em insuficiência alimentar; 20 milhões efetivamente passam fome. Como pode ser possível que, em um país capaz de alimentar bilhões no mundo, tantos ainda sofram com a fome e a miséria?
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