"Ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está, e o futuro é uma astronave que tentamos pilotar", com essas palavras da música de Toquinho, o palestrante da live "Gestão de Processos", o juiz Robert Lopes de Almeida, falou da necessidade de administrar as secretarias de forma participativa, ouvindo e respeitando o trabalho de todos os envolvidos, para um melhor resultado na prestação jurisdicional. A live promovida pela Escola Judicial Edésio Fernandes (Ejef) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foi realizada na manhã desta quinta-feira (4/2).
Na abertura estavam o corregedor-geral de justiça, desembargador Agostinho Gomes de Azevedo; o 1º vice-presidente do TJMG, desembargador José Flávio de Almeida; a desembargadora Mariângela Meyer, substituindo o 2º vice-presidente do TJMG, desembargador Thiago Pinto. A função de debater ficou com os juízes auxiliares da Corregedoria do TJMG, Eduardo Henrique de Oliveira Ramiro e Carlos Márcio de Souza Macedo, e o mediador foi o juiz, também auxiliar da Corregedoria, Eduardo Gomes dos Reis.
O palestrante afirmou que não é possível fazer a gestão dos processos sem fazer a gestão das pessoas envolvidas nos trâmites processuais, passando pelo assessor, chefes de secretaria, servidores, estagiários, office boys, office girls e inclusive a equipe da faxina. Para ele, todos têm a sua parcela de responsabilidade para que o trabalho seja realizado da melhor forma possível e atinja seu objetivo que deve ser sempre mensurável.
Para o palestrante, tudo começa com a quebra de paradigmas de uma velha forma de administrar para "uma gestão de conhecimentos dialogada, que tem como objetivo trabalhar menos e produzir mais, uma vez que já trabalhamos demais". Ele acredita que o fim dos processos em papel contribuirá para maior eficácia no dia a dia do trabalho, já que a ferramenta eletrônica facilita o refinamento de pesquisas e a definição de prioridades.
Para que os colaboradores possam falar e ser ouvidos, o juiz Robert Lopes de Almeida realiza um ritual de gestão com sua equipe na comarca de Betim, quando os problemas e soluções são discutidos da forma mais aberta possível. Qualquer um pode falar e inclusive ser o mediador da conversa. Com a pandemia, o ritual de gestão tem sido realizado de forma on-line.
"O ritual de gestão não é uma simples reunião, proporciona que todos apresentem sugestões para o desempenho do trabalho e, se aprovadas, são implantadas. Todos os servidores se sentem valorizados, e os resultados positivos são imediatos", afirmou o palestrante.
No fim, o juiz respondeu a perguntas e foi elogiado pelo público. O juiz auxiliar da 2ª Vice-Presidência e Superintendência da Ejef, Murilo Abreu, esclareceu que foram mais de 600 participantes, entre magistrados e servidores, de várias comarcas do estado, sendo alguns de outros estados que solicitaram participação.
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