A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (13) o projeto de lei (PL) 2.043/2022 , para estabelecer como um tipo penal qualificado a divulgação de dado sigiloso quando a informação for relativa a processo de adoção ou for sobre um menor de 14 anos. O projeto, da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), ganhou parecer favorável da senadora Augusta Brito (PT-CE), lido pelo senador Flávio Arns (PSB-PR). Agora, segue para decisão final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O projeto altera o Código Penal ( Decreto-Lei 2.848, de 1940 ) com o objetivo de criar tipos penais para quando houver divulgação de informação sigilosa que diga respeito a processo de adoção ou a processo que envolva menor de 14 anos.
Atualmente, o crime de divulgação de segredo leva a detenção, de um a seis meses, ou multa. Já o crime de violação de segredo profissional gera prisão de 3 meses a 1 ano. O tipo penal criado pelo projeto levará a uma pena maior, pois, sua pena, de reclusão, de 1 a 4 anos, mais multa, será cominada à desses tipos de crimes já existentes no Código Penal.
Já a violação de sigilo funcional gera detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. Com o agravante criado pelo projeto, a pena será de 2 a 6 anos, além de multa.
Em sua justificação, a autora pondera que a violação do sigilo do processo de adoção tem especial gravidade, pois pode conduzir a linchamento virtual, como o que ocorreu em episódio de 2022 — em que a atriz Klara Castanho, de 21 anos, entregou à adoção o filho gerado em consequência de estupro.
A relatora concorda: “é inconcebível que alguém que tenha acesso a informação sigilosa sobre adoção valha-se de sua posição funcional e divulgue fato que comprometa a privacidade alheia”, diz. E lembra o artigo 227 da Constituição Federal, que determina o dever do Estado de, com absoluta prioridade, colocar a criança e o adolescente a salvo de toda forma de negligência.
“Não podemos permitir que a misoginia e o patriarcado continuem a criar vítimas constantemente, desrespeitando crianças e mulheres que são protegidas pela lei em momento de fragilidade”, finaliza.
Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 13° Máx. 27°
Mín. 16° Máx. 28°
Tempo nubladoMín. 15° Máx. 24°
Chuva
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
