A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou na quinta-feira (25) a indicação do diplomata Arthur Henrique Villanova Nogueira para a chefia da embaixada brasileira no Malawi, cumulativamente com a da representação em Zâmbia, onde já atua como embaixador ( MSF 16/2016 ). Na sabatina, Nogueira lembrou que, a despeito de ser uma nação muito pobre, o Malawi tem sido um grande importador de produtos brasileiros, especialmente alimentos.
— O Malawi é um pais muito pobre, com escassos recursos naturais e humanos. O PIB deles é de US$ 7,7 bilhões, metade do PIB da cidade de São Paulo, que é de U$ 15 bilhões. Bem menor também que o PIB da cidade do Rio de Janeiro, que chega a US$ 13 bilhões. Mas a despeito disso temos um comércio bilateral importante, que em certas ocasiões já chegou a US$ 3 bilhões por ano, e basicamente marcado apenas por exportações brasileiras. Só em 2023 por exemplo, já exportamos U$ 1,5 bilhão para o Malaui — disse o diplomata.
O relator da indicação de Villanova foi o senador Wellington Fagundes (PL-MT), que destacou também o fluxo de casais brasileiros que visitam o Malawi com o objetivo de adotar crianças, já que a nação africana facilita adoções por casais estrangeiros. Nogueira confirmou que, todos os anos, pelo menos 10 casais brasileiros vão ao Malawi para adotar filhos e trazê-los para viver no Brasil. A indicação de Arthur Henrique Villanova Nogueira segue ao Plenário do Senado.
Nascido em Belo Horizonte em 1956,Arthur Henrique Villanova Nogueira é ministro de segunda classe do quadro especial, tendo ingressado no Itamaraty em 1980. É formado em Letras,Tradutor e Intérprete, de inglês e alemão, pela Faculdade Ibero-Americana de Letras e Ciências Humanas, de São Paulo; e também em Direito, pela Universidade de São Paulo.
O diplomata serviu em representações brasileiras na Europa, na Ásia e na África. Foi encarregado de negócios em Havana, Cuba, em 1990. Também atuou noSecretariado da Convenção para Diversidade Biológica, programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Montreal, no Canadá.Trabalhou ainda no programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Nairóbi, no Quênia. Foi condecorado em 1990 com aOrdem de Rio Branco e em 2019 com a medalha "Mérito Santos-Dumont", por destacados serviços prestados à Força Aérea Brasileira (FAB).Atualmente, Nogueira é embaixador do Brasil em Zâmbia, onde vive na capital, Lusaca.
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