Para participar, basta ter um computador com acesso à internet. Todas que participarem de, pelo menos, 75% das atividades propostas receberão um certificado de conclusão da USP. A iniciativa, que já está na 18ª turma, é oferecida pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), e se destina, prioritariamente, para alunas do ensino médio.
Para acessar o link de inscrição e obter mais informações sobre o curso, basta acessar o site https://meninasprogramadoras.icmc.usp.br. Na hora de se inscrever no Sistema Apolo da USP, é muito importante preencher o e-mail corretamente, pois é pelo contato cadastrado que as inscritas receberão informações sobre como enviar a documentação para concluir a inscrição, o resultado da seleção e como acompanhar as aulas. O curso acontece por meio do Google Classroom e do Google Meet e emprega plataformas específicas de programação.
Iniciativa de sucesso – Em sua 18ª turma, a iniciativa foi criada pela professora Maria da Graça Campos Pimentel, que ministra as aulas e oferece suporte às participantes, juntamente com uma equipe de bolsistas, tutores e tutoras voluntárias, por meio de plantões de dúvidas. Segundo a professora, mais de 600 alunas do Brasil e do exterior já concluíram o curso.
Uma delas é a Hana Sousa, que começará a estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, em setembro. Ela participou da terceira turma do curso, no final de 2021, quando estava concluindo o ensino médio: “Depois do curso, eu passei um ano aplicando para universidades nos Estados Unidos, até que o resultado saiu em dezembro do ano passado”.
Hanna revela que sempre foi muito estudiosa e que, durante o ensino médio, passou muito tempo envolvida com a área de química, que é sua matéria preferida, mas também se interessava por tecnologia. “Daí, participei do curso meninas programadoras e gostei bastante de aprender um pouco mais sobre programação. Tanto que cogito fazer Ciências da Computação e Química quando for para os Estados Unidos, em vez de Engenharia Química, que era o plano inicial”, conta. No tempo livre que lhe resta até começar a estudar no MIT em setembro, Hanna está aproveitando para cursar o segundo módulo do curso Meninas Programadoras e, assim, prosseguir com os aprendizados na área de tecnologia.
A história de Hanna não é uma exceção. Os relatos de quem faz o curso comprovam o quanto a iniciativa tem contribuído para que as participantes consigam lançar um novo olhar para as ciências exatas e se sintam empoderadas a seguir carreiras em uma área que, para muitas delas, antes parecia estar de portas fechadas.
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