Sabará sofreu nas últimas semanas com o grande número de queimadas que atingiram a cidade. Por vários dias o município ficou coberto por uma nuvem densa de fumaça que trouxe transtornos para toda população. De acordo com o Corpo de Bombeiros, na região urbana houve uma concentração de incêndios na área da Chácara do Lessa, Morro Dois Irmãos e Fazenda do Capão. Além disso, grande parte da vegetação às margens da rodovia MGC-262, que liga Sabará a Caeté, principalmente na região onde está situada a mineradora AngloGold, foi consumida pelo fogo.
“Sobrevoamos a Chácara do Lessa e foi possível verificar que tivemos 90% da área do parque atingida, como também as outras regiões tiveram uma área bastante significativa queimada. O prejuízo ambiental é incalculável porque todo material que foi incendiado é de extrema importância para nossa sobrevivência ou para nossa qualidade de vida. A natureza tem o seu tempo e o que nós perdemos vai levar décadas para que seja recomposto”, afirma a tenente Walquíria Coelho do 5º Pelotão do Corpo de Bombeiros de Sabará. Na Chácara do Lessa foram encontrados vários animais mortos, como tatus, micos, cobras e aranhas.
O município recebeu apoio do 3º Batalhão de Bombeiros da Pampulha e durante as queimadas cerca de 60 profissionais estiveram empenhados no trabalho de combate as chamas. Além disso, os Bombeiros receberam o apoio da Defesa Civil Municipal e de brigadistas voluntários de empresas que também contribuíram com materiais, equipamentos, logística de alimentação e hidratação.
Ainda segundo a tenente Walquíria, durante três dias a qualidade do ar ficou bastante ruim em Sabará e as pessoas que são mais sensíveis, de forma especial as crianças e idosos, certamente sofreram algum tipo de reação, como irritação nos olhos ou dificuldade de respirar.
Vala ressaltar que essa época do ano é mais propícia para queimadas por conta do clima seco, mas a ação do homem é a grande responsável pela maioria das queimadas. Esse ano a temporada de chuvas foi bem menor e isso incidiu diretamente no número de incêndios porque a mata ficou mais seca. Além disso, a umidade do ar caiu bastante e dessa maneira contribuiu para ocorresse um aumento de quase 80% no número de focos de incêndio na cidade em relação ao ano passado.
“A gente pontua que 99% dos incêndios florestais são de origem humana, se criminosos ou não a gente não consegue confirmar, mas apenas 1% é de origem natural, mesmo nessa época do ano que é mais seca. Uma das principais causas são as pontas de cigarro. Fora isso, há também as queimadas em fundo de lotes para fazer a limpeza e nesse tempo muito seco com ventos fortes acaba propagando essa queimada, o que vira um grande incêndio e a gente perde o controle da situação”, diz a tenente Walquíria.
É importante lembrar que provocar incêndios é crime e o infrator pode receber uma multa e até detenção, de acordo como grau de envolvimento, a área que atingir e os danos que produzir. O cidadão que conseguir identificar o autor de um incêndio deve fazer a denúncia através do telefone 190 da Polícia Militar ou reportar a algum órgão como o próprio Corpo de Bombeiros.
A tenente Walquíria orienta que as pessoas que vivem nas casas muito próximas aos focos de incêndio deixem suas residências para evitar inalação porque essa fumaça normalmente é tóxica. Já as outras pessoas é importante manter uma hidratação constante, usar umidificador ou uma toalha molhada na beira da cama e aplicar soro nas narinas.
“O nosso compromisso é sempre em resguardar a nossa sociedade, preservando vidas e bens, independente das circunstâncias. Estamos sempre prontos a ajudar, socorrer e traçar estratégias para que a gente possa ao menos minimizar os danos. Nós contamos com o apoio da população no sentido de estarem conscientes de que simples atitudes podem evitar muitos danos. A gente pede para que a população tenha um pouco mais de carinho com a natureza porque isso vai ter um reflexo direto na nossa saúde, bem-estar e qualidade de vida”, finaliza tenente Walquíria Coelho.
Meio Ambiente Sisema apresenta avanços da gestão ambiental durante o Assembleia Fiscaliza
Meio Ambiente Governo de Minas investe R$ 850 milhões no fortalecimento de Unidades de Conservação da Bacia do Rio Doce
Meio Ambiente Minas supera meta de plantio de mudas e fortalece educação ambiental para recuperar a Mata Atlântica
Meio Ambiente Governo de Minas alerta para queda acentuada de temperaturas nesta sexta-feira (19/6)
Meio Ambiente Governo de Minas lança projeto de recuperação ambiental na bacia do Rio Doce
Meio Ambiente Museu Arqueológico da Lapinha lança plataforma digital e amplia acesso ao patrimônio científico de Minas Gerais Mín. 11° Máx. 23°
Mín. 13° Máx. 25°
Tempo nubladoMín. 14° Máx. 27°
Tempo limpo
CONVERSA DE ESQUINA Ser ou não ser?
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
