Prevista na Constituição, mas nunca regulamentada, a taxação de grandes fortunas conta com significativo apoio popular. Pesquisa do instituto DataSenado revela que 62% dos brasileiros concordam com a criação de um imposto específico para os mais ricos do país.
Segundo o levantamento Panorama Político 2023, 34% desaprovam a taxação de grandes fortunas. Cerca de 5% dos entrevistados não sabiam ou não responderam.
Mas o que caracterizaria uma grande fortuna? Apesar de o tema ter movimentado os debates durante o período eleitoral, há uma grande divisão entre os brasileiros sobre qual faixa patrimonial seria considerada “fortuna”, e, portanto, estaria sujeita a taxação.
Em resposta à pergunta “Na sua opinião, a partir de qual valor seria uma grande fortuna?”, 13% dos entrevistados apontaram valores abaixo de R$ 1 milhão; 31% afirmaram que seria o patrimônio entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões; 24% opinaram que esteja acima deste patamar (a partir de de 10 milhões) e outros 32% manifestaram que não sabem ou preferiram não responder.
— Algumas constatações da pesquisa refletem que ao longo do meu mandato venho defendendo bandeiras aprovadas pela maioria dos entrevistados. Por exemplo, o estudo mostra que 62% dos brasileiros são favoráveis à taxação de grandes fortunas como defendo na proposta que apresentei (PLP 50/2020) — apontou a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), ao comentar a pesquisa.
O projeto da senadora aguarda a escolha de relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Enquanto se discute a taxação ou não dos mais afortunados, a maior parte da população segue mergulhada em dívidas conforme a pesquisa do DataSenado. Segundo o levantamento, 68% dos brasileiros afirmam não estar conseguindo poupar dinheiro para emergências e necessidades, o que indica que as famílias consomem toda a sua renda, inclusive com o pagamento de dívidas.
Para compreender melhor as preocupações e efeitos da situação financeira das pessoas em suas opiniões políticas e sociais, o DataSenado investigou ainda a capacidade dos brasileiros de arcar com suas dívidas e constatou que mais de um terço da população não está conseguindo honrar seus compromissos.
De acordo com a pesquisa, 37% da população (61,6 milhões) possui dívidas em atraso há mais de 90 dias. O dado se aproxima do número de inadimplentes registrado no cadastro do Serasa em outubro de 2022: 69 milhões de pessoas.

Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 13° Máx. 24°
Mín. 10° Máx. 22°
Parcialmente nubladoMín. 10° Máx. 23°
Tempo limpo
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
