Com a preservação da história local, passando pelos benefícios sociais e cuidados ambientais que cercam o Sistema Rio de Peixe, a AngloGold Ashanti cumpre um importante papel na preservação do patrimônio na região.
Em 1904, para alcançar os planos de desenvolvimento da então Saint John Del Rey Mining Company, hoje AngloGold Ashanti, com uma reserva maior de energia elétrica, o inglês George Chalmers, superintendente da empresa na época, adquiriu e construiu na região de Nova Lima o Sistema Hidrelétrico de Rio de Peixe.
Dele fazem parte a Lagoa dos Ingleses, a Lagoa da Codorna e a do Miguelão, barragens artificiais construídas na década de 1930 que armazenam água e aumentam o fluxo do recurso hídrico nas usinas. O sistema conta também com sete Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), duas linhas de transmissão e uma subestação. Visando o bom funcionamento das PCHs, a AngloGold Ashanti mantém uma equipe técnica especializada para monitorar e medir do nível de água das barragens, entre outras ações.
O relevo é um dos fatores que favorecem a produção de energia. A força da água, quando entra pelos equipamentos das usinas, gera força mecânica, a qual é transformada em energia elétrica dentro dos geradores.
De acordo com o gerente de energia, Mário Alvarenga, as lagoas dos Ingleses, do Miguelão, da Codorna e de Rio de Peixe (criadas, artificialmente, nos anos entre 1904 e 1933, respectivamente), situadas nas imediações da BR-040 e da BR-356, alimentam o Complexo Hidrelétrico de Rio de Peixe. Inicialmente, as lagoas supriam as necessidades energéticas da empresa em 100%. Atualmente, responde por 19% de toda energia consumida nas unidades da AngloGold Ashanti em Minas Gerais. Atualmente, a capacidade média de produção é de 60 mil megawatts/hora por ano, volume capaz de atender à demanda de uma cidade com 60 mil habitantes (quando se pensa em residências).
Preservação
ambiental
A operação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) já é uma forma de preservação ambiental, porque evita a geração térmica com a queima de combustíveis fósseis, por exemplo, muitas vezes mais poluentes. Além disso, o sistema Rio de Peixe ajuda no abastecimento de água para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e Nova Lima, por meio da captação em seus reservatórios durante o período de chuva e regularização da vazão durante a seca.
A AngloGold Ashanti tem um cuidado especial com o sistema Rio de Peixe, pelo papel fundamental no ecossistema da região central de Minas Gerais. A rica fauna da região abriga 138 espécies de aves, 27 espécies de mamíferos, 12 espécies de peixes e 19 espécies de répteis e anfíbios. A flora também não fica pra trás: são 318 espécies de plantas terrestres do Bioma Mata Atlântica e Cerrado, incluindo bromélias e orquídeas.
Preservação
patrimonial
e social
A criação do Sistema de geração de energia de Rio de Peixe deu origem a um povoado constituído basicamente por operadores das usinas e seus familiares. As casas construídas pelos ingleses e os equipamentos usados nas PCHs estão totalmente preservados desde sua criação. O sistema também possibilita a manutenção dos empregos das pessoas envolvidas na geração de energia, que são em torno de 40 famílias.
Uma dessas famílias é a de Afonso Carvalho. Aos 45 anos, ele trilhou os caminhos do pai ao escolher a profissão. Há 15 anos, ele é um dos 23 operadores de usina do Sistema Hidrelétrico Rio de Peixe. Ele e o irmão, que também trabalha em Rio de Peixe, cresceram em uma comunidade próxima a uma usina, em sua cidade natal, Ponte Nova. ?Até os 18 anos moramos em uma região com área verde, perto do trabalho do meu pai. Crescemos, querendo ser como e ele?, lembra Afonso.
A mudança para Rio de Peixe, em 1999, foi tranquila. A convivência com os colegas de trabalho e suas famílias que moram nas vilas próximas às usinas e barragens da AngloGold Ashanti é destacada pelo operador. ?Formamos uma grande família. Temos grupos de caminhadas e, anualmente, acontece uma confraternização da padroeira de Rio de Peixe, Nossa Senhora de Lourdes, que mobiliza todo mundo?, conta ele.
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