Para a alegria daqueles que adoram e a tristeza daqueles que odeiam, o horário de verão será mantido em 2017.
O fim do horário de verão chegou a ser cogitado pelo governo depois que um estudo do Ministério de Minas e Energia apontou queda na efetividade do programa, já que o perfil de consumo de eletricidade não está mais diretamente ligado ao horário e sim à temperatura, com picos de consumo nas horas mais quentes do dia.
Entretanto, o país passa por mais um ano de chuvas fracas que reduziram o armazenamento de água nas represas das hidrelétricas e o governo vem adotando medidas para garantir a oferta de eletricidade, entre elas o aumento da importação de energia do Uruguai e início da importação da Argentina.
Diante desse quadro, mesmo que pequena, a economia de energia proporcionada pelo horário de verão pode ajudar o sistema elétrico nacional.
O Ministério de Minas e Energia informou que, para 2018, o governo deve fazer uma pesquisa para decidir se mantém ou não o horário diferenciado nos próximos anos.
Horário de verão em 2017
• Início - 0h de 15 de outubro (relógios são adiantados em 1 hora)
• Fim - 0h de 18 de fevereiro (relógios são atrasados em 1 hora)
Desde 2008, o horário especial vigora até o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte, que em 2018 será no dia 19 de fevereiro, quando os relógios serão atrasados em 1 hora.
No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então Presidente Getúlio Vargas. Sua versão de estreia durou quase seis meses, vigorando de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932.
No verão seguinte, a medida foi novamente adotada, mas, depois, começou a ser em períodos não consecutivos. Primeiro, entre 1949 e 1953, depois, de 1963 a 1968, voltando em 1985 até agora.
O período de vigência do horário de verão é variável, mas, em média, dura 120 dias. Em 2008, o horário de verão passou a ter caráter permanente.
Anualmente o consumo de energia cai cerca de 0,5% durante a vigência do horário diferenciado.
Fonte: G1
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