O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), destacou a grande produtividade da Casa no primeiro semestre de 2022. Nas redes sociais o parlamentar afirmou nesta quarta-feira (20) que a instituição "foi atuante, debatendo e votando matérias importantes para o desenvolvimento do país".
“Mesmo em ano eleitoral, trabalhamos pela construção do Brasil que os brasileiros e brasileiras querem e merecem” — publicou Pacheco.
Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, a Casa realizou no primeiro semestre 82 sessões com a análise de 247 matérias. No período, senadores aprovaram 62 indicações de autoridades, 93 projetos do Senado, 77 da Câmara e 34 do Executivo. E o Congresso promulgou 11 emendas constitucionais.
Entre as produções destacadas por Pacheco estão matérias ligadas a saúde, segurança pública, educação e mulheres, além de proposições voltadas à geração de emprego e renda.
“Trabalhar para que todos os brasileiros sejam respeitados e tenham uma vida digna com comida no prato, emprego, renda, educação, saúde de qualidade e segurança para ir e vir. Essas devem ser as prioridades do poder público para que o Brasil se desenvolva de forma sustentável”, afirmou.
Em março, a Lei 14.312, de 2022 garantiu a profissionais da segurança pública subsídio para a compra de casa própria. Pacheco citou a MP 1.070/2021 em fevereiro com relatoria de Marcos do Val (Podemos-ES), que originou a norma.
A lei instituiu o Programa Nacional de Apoio à Aquisição de Habitação para Profissionais da Segurança Pública, também chamado de Habite Seguro, que passou a permitir o uso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para a compra da casa própria para agentes de segurança com renda bruta mensal de até R$ 7 mil. Podem ser contemplados policiais civis, militares, federais, rodoviários e penais, além de bombeiros, agentes penitenciários, peritos e guardas municipais. Além disso, o texto aprovado pelo Congresso Nacional acrescentou categorias que poderão ter condições especiais de financiamento, mas não poderão receber subsídio: agentes socioeducativos, agentes de trânsito e policiais legislativos.
Já a Lei 14.369, de 2022, resultou em melhores condições de trabalho para policiais federais. Pacheco mencionou a norma, publicada em junho, que amplia o uso do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol) para prever pagamento de indenizações e de despesas de saúde dos servidores da carreira. A norma resulta da MP 1.080/2021, aprovada no Senado em maio. O texto altera a Lei Complementar 89, de 1997, ao determinar que até 50% do Funapol poderá ser usado para custear deslocamento e manutenção de policiais enviados em operações oficiais. Até então, o percentual era de 30%. Também foram incluídos nesse rol despesas de saúde dos servidores da Polícia Federal e o pagamento de indenizações por tempo de disponibilidade.
Na lista de projetos em destaque tambem está o que garante prioridade de atendimento aos diabéticos na realização de exames de sangue, ultrassonografia de abdômen e outros que exigem jejum prévio nos serviços públicos e privados de saúde. O PL 520/2021 seguiu para votação na Câmara dos Deputados.
Os constantes aumentos dos preços dos combustíveis e o consequente reflexo na inflação mobilizaram os senadores na busca de alternativas para aliviar o bolso dos brasileiros. Entre as propostas mencionadas por Pacheco está o PLP 11/2020, que resultou na Lei Complementar 192, de 2022. A proposição determinou a incidência por uma única vez do ICMS sobre combustíveis, com base numa alíquota fixa e única em todo país por volume comercializado. Além disso, concedeu isenção de tributos federais até o fim de 2022.
Outra aposta para combater os altos preços foi a autorização para que produtores e importadores de etanol vendam diretamente para postos de combustíveis, eliminando os distribuidores. Para isso, os senadores aprovaram, entre outras medidas, a MP 1.100/2022. O texto foi votado pelo Senado em 8 de junho e convertido na Lei 14.367, de 2022.
De todo o pacote de projetos aprovados pelo Senado no primeiro semestre, mais de 15 proposições são voltadas às mulheres. Rodrigo Pacheco mencionou, o PL 3.342/2020, que prevê concessão de crédito de até R$ 20 mil para mulheres empreendedoras das áreas de beleza, estética, vestuário, comércio de artigos femininos e alimentação afetadas pela pandemia de covid-19. O texto seguiu para a Câmara.
Também foi citado por Pacheco outro projeto enviado à Câmara que garante às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, atendimento prioritário em delegacias, hospitais e centros de assistência social. De autoria do senador licenciado Ciro Nogueira (PP-PI), o PLS 47/2012 teve como relator o senador Humberto Costa (PT-PE).
Já a Lei 14.326, de 2022, listada por Pacheco, proíbe uso de algemas e outros tratamentos desumanos às presas gestantes. Oriunda do PLS 75/2012, a norma foi sancionada em 12 de abril.
Na área social, o presidente do Senado citou o PL 4.566/2021, que aumenta para dois a cinco anos de reclusão a pena para o crime de injúria racial praticado em eventos esportivos ou culturais e para finalidade humorística . Atualmente, o Código Penal estipula a condenação de um a três anos de reclusão para a injúria com elementos referentes a raça, cor, etnia, religião e origem. O projeto de lei, que retornou para votação dos deputados, aumenta o tempo de prisão para dois a cinco anos nesses casos.
A reinserção na escola dos alunos que abandonaram os estudos durante a pandemia de coronavírus teve a atenção dos senadores no primeiro semestre de 2022. Destacado pelo presidente do Senado como um dos projetos aprovados pela Casa para a área da educação no período, o PL 3.385/2021 implementa a Política Educacional Emergencial (Pede) nos anos finais dos ensinos fundamental e médio nas instituições públicas.
Apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e aprovado na forma de um substitutivo do relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o texto estabelece três eixos de atuação: busca ativa de estudantes para enfrentar o abandono e a evasão escolares; acolhimento da comunidade escolar com estímulo às atividades presenciais; e recomposição do esquema de ensino-aprendizagem com foco em língua portuguesa e matemática. A iniciativa deve ocorrer por meio de parcerias entre a União e as redes públicas de educação básica. A proposta legislativa está na Câmara.
Pacheco também mencionou o PLC 102/2018 aprovado pelo Senado em 28 de junho. Publicado no Diário Oficial da União (DOU) na forma da Lei 14.417/2022, o texto autoriza a participação de prestadoras públicas oficiais dos serviços de assistência técnica e extensão rural no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 13° Máx. 24°
Mín. 10° Máx. 22°
Parcialmente nubladoMín. 10° Máx. 23°
Tempo limpo
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
