No último dia 2 de julho a Biblioteca Pública Professor Joaquim Sepúlveda comemorou 80 anos de fundação. Para celebrar essa data a Secretaria Municipal de Cultura realizou a exposição de acervo, oficinas infantis, show, contação de histórias, pintura para crianças e sarau na biblioteca. Além disso, foi feito o cadastramento de novos usuários na data da celebração.
A Biblioteca Pública é sem sobre de dúvidas um locais mais icônicos da nossa cidade. O prédio que já encarcerou criminosos, hoje é a casa do conhecimento. A biblioteca foi fundada em 1942 após a visita do príncipe Jean Grão, duque de Luxemburgo, ao Solar do Padre Correia, local que abrigou pela primeira vez a biblioteca. O acervo inicial era uma coleção particular que pertenceu ao padre José Correia da Silva do sobrado e está até hoje preservado.
A biblioteca também passou pelo Solar Sofia Dias para então chegar ao prédio da antiga cadeia. Quem não conhece o espaço precisa passar por essa experiência, porque além do rico acervo o local proporciona uma viagem no tempo. Na parte inferior do prédio é possível visitar as antigas celas ainda com as grades.
De acordo com o historiador José Bouzas, o prédio foi construído em 1897. “A princípio a parte de baixo era a cadeia e a superior a Câmara municipal e o auditório do juiz. Isso era comum do período colonial até o fim do império. A entrada para a parte superior originalmente era externa. Esse prédio é um retrato de como se dividia o poder naquela época”, explica o historiador.
O local ainda preserva em sua entrada um sino que era usado para dar sinais da cadeia, como a fuga de um preso, por exemplo. “O prédio gera muita curiosidade do público que visita, além de ser uma memória recente para várias pessoas, uma vez que muitos se lembram do funcionamento da cadeia que ocorreu até meados da década de 1980”, afirma Denise Silvania Neves Fagundes, auxiliar de biblioteca, que trabalha há mais de 20 anos na instituição.
Segundo o bibliotecário Morhamed Dias, a biblioteca conta com mais de 16 mil livros catalogados e ainda faltam mais dez mil para serem digitalizados. “Temos clássicos, enciclopédias, além de obras contemporâneas. Recebemos em média 30 visitas diárias, sendo em sua maioria jovens estudantes”, diz Morhamed.
Vale ressaltar que nomes como Cecília Meireles, Lúcia Machado de Almeida e Henriqueta Lisboa constam no livro de visitação do local. Atualmente o espaço conta com bibliotecário que pode dar apoio a pesquisa, além de computadores com acesso a internet. A biblioteca possui um acervo grande do prédio de Câmara e cadeia, além de obras raras e uma parte destinada apenas a autores sabarenses.
Por fim, Denise Silvania Neves Fagundes deixa um recado para quem gosta de uma boa leitura: “A biblioteca é uma instituição aberta a todos, sem distinção. A leitura é importante tanto para recreação, quanto para o conhecimento. Quem ainda não veio deve conhecer esse espaço agradável que nós temos em nossa cidade. A gente vê que a comunidade tem um carinho muito grande pela biblioteca e isso para nós é muito gratificante”, conclui.
A Biblioteca Professor Joaquim Sepúlveda está localizada na Rua da República, n° 58, no Centro. A instituição empresta até três livros por 15 dias. Os interessados devem fazer o cadastro com identidade e comprovante de residência.








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