Operação da #PCMG resultou no fechamento de fábrica clandestina de bebida em Sabará, RMBH, hoje (3/5). Um homem foi preso em flagrante, e apreendidos material de insumo e produtos que já seriam distribuídos. IMA e Mapa acompanharam a ação.
Um homem de 43 anos foi preso nesta terça-feira (3), em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, por falsificação de bebidas alcoólicas. A fábrica clandestina funcionava, há cerca de oito anos, na casa onde o homem morava com a esposa e dois filhos adolescentes, de 12 e 15 anos. O preço das bebidas falsas chegavam a R$ 300.
A polícia conseguiu chegar ao local após denúncias anônimas de vizinhos que alegaram sentir um cheiro forte de álcool na região. Na casa foram apreendidos centenas de garrafas, embalagens plásticas, rótulos e cerca de mil litros de aguardente que ainda seria envasada.
Segundo a Polícia Civil, o homem comprava a cachaça de revendedores ilegais. O líquido era colocado em embalagens de marcas conhecidas no mercado e vendidas a preços variados. Em alguns casos, o suspeito acrescentava essências às bebidas para disfarçar o sabor. A bebida era vendida para bares da cidade e também na porta da residência do falsificador. Os preços dos produtos variavam entre R$ 1,50 e R$ 300.
A polícia acredita que o suspeito possa fazer parte de um grande esquema de falsificação. A bebida será periciada e as investigações continuarão. "Hoje (terça-feira) foi só o primeiro passo, foi só o início de uma investigação que pode ter ramificações. Ainda vamos fazer análises e verificações para descobrirmos a procedência da cachaça, se de fato o produto é cachaça ou possui outra substância misturada. Vamos ter certeza se ele agia ou não sozinho", explicou o delegado Davi Moraes.
Falsificação de bebidas profissional
Em meio às embalagens plásticas e ao ambiente de envasamento caseiro de bebidas, foram encontrados maquinários profissionais ainda embalados para envasamento e rotulagem de garrafas. Também foram achadas garrafas de diferentes tipos de bebidas destiladas. Por isso, a polícia acredita que o homem estava se preparando para expandir e diversificar a produção clandestina.
"Ainda vamos investigar o caso, mas tudo nos leva a crer que o homem estaria se preparando para aumentar e diversificar a produção de suas falsificações", detalhou a subinspetora Daniele Meireles.
Prisão do suspeito
Ainda conforme a polícia, o homem possui passagens por diversos delitos. Ele poderá responder pelos crimes de falsificação, da ordem tributária e contra o consumidor. A pena pode ultrapassar 10 anos de reclusão.