O futuro do setor do petróleo no país foi o tema dominante das sabatinas de quatro indicados para a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado, nesta quarta-feira (6). Os quatro nomes foram aprovados e as indicações seguem para o Plenário.
Os aprovados foram:
Os três primeiros foram aprovados com 19 votos a favor e nenhum contrário Symone Araújo, com 18 a favor e 1 contrário.
Duas questões debatidas durante a sabatina foram a alta recente dos combustíveis, provocada por fatores externos, como a guerra na Ucrânia, e internos, como a política de preços da Petrobras; e a transição para uma matriz energética mais "limpa", para conter as mudanças climáticas.
— Oitavo produtor mundial de petróleo, o Brasil tem potencial para se tornar o quinto maior, ocupando posição estratégica como um grande fornecedor e contribuindo de maneira significativa para a transição energética. É importante que a gente não demonize o [combustível] fóssil, porque ele vai de certa forma financiar a transição para energias renováveis — afirmou Fernando Wandscheer Alves, atual secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente.
O senador Marcos Rogério (PL-RO) louvou o currículo dos indicados e lembrou o "desafio gigante" que eles terão, diante da crise dos combustíveis:
— Quem conta com a atuação de vocês, técnica, mas com visão social também, são os brasileiros, que sofrem muito — alertou.
Indicada à recondução para a diretoria da ANP, Symone Araújo ressaltou a importância do trabalho que a agência já vem desempenhando:
— Podemos afirmar a presença da ANP, cumprindo seu papel de defesa do consumidor. A ANP está se reinventando e ainda há muito a fazer.
Antes de votar, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) inquiriu os sabatinados. Perguntou a Daniel Vieira sobre um possível conflito de interesse, por ser concunhado de um filho de Aroldo Cedraz, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
— Não tenho nada a esconder. Isso já me prejudicou demais na carreira. Respondo com a tranquilidade de quem é um simples servidor deste país — respondeu o indicado, auditor do TCU desde 2008, referindo-se a notícias sobre o suposto conflito de interesse, divulgadas pela imprensa anos atrás.
Jean Paul elogiou a resposta e se declarou satisfeito com o compromisso de isenção e transparência feito pelo indicado.
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