No dia 12 de março foi registrado o vazamento de material da mina Cuiabá da AngloGold Ashanti no Córrego Cuiabá. O material industrial deixou as águas com uma coloração cinza e causou preocupação nos moradores. A equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente esteve no local e realizou um auto de notificação solicitando esclarecimentos ao empreendimento.
De acordo com a AngloGold Ashanti, o material vazado é parte natural da rocha extraída do subsolo que, após passar pelo processo produtivo, é classificado como rejeito não-perigoso, conforme as normas ambientais. A empresa disse que o vazamento foi estancado imediatamente por suas equipes.
Segundo a mineradora, o que causou o vazamento foi uma falha no elemento filtrante de uma das baias de secagem, o que ocasionou sobrecarga de outros sistemas e culminou no vazamento até o córrego Cuiabá. “No dia do evento tanto a empresa quanto o NEA (Núcleo de Atendimento a Emergência da FEAM), que fiscalizou a empresa e avaliou os córregos de entorno, não encontraram mortandade de animais ou peixes. Além disso, no dia seguinte a empresa contratou empresa especializada em fauna e flora que percorreu os principais córregos da região e não encontrou mortandade de espécies animais ou vegetais decorrentes do evento”, afirma a AngloGold Ashanti.
A empresa diz que tem monitorado a qualidade da água desde a ocorrência e os resultados foram e continuam sendo encaminhados para as autoridades competentes. Além disso, foi acionada uma empresa especializada em atendimento a emergências ambientais, que realiza a limpeza do local de forma ininterrupta.
Em decorrência deste fato, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou ação contra a mineradora AngloGold Ashanti pedindo à Justiça o bloqueio de R$ 100 milhões das contas do empreendimento. Já no dia 18 a AngloGold Ashanti firmou um Termo de Compromisso com o MPMG por conta do vazamento de material industrial no córrego Cuiabá. Como parte do termo assinado, entre as ações de reparação dos impactos, estão previstos o investimento de R$ 7 milhões em projetos socioambientais e a doação ao ICMBio de uma área preservada de 200 hectares localizada no Parque Nacional da Serra do Gandarela, na Bacia do Ribeirão do Prata, em Minas Gerais. A empresa irá, ainda, apresentar relatórios sobre os processos operacionais e os controles ambientais das suas estruturas, entre outras ações. Por fim, a AngloGold Ashanti afirma que a água do Córrego Cuiabá já retornou a coloração normal.
O vice-presidente Jurídico da AngloGold Ashanti para a América Latina, José Margalith, apontou a transparência e a objetividade da equipe do MPMG como fundamentais para que a empresa pudesse compreender os questionamentos e trabalhar no sentido de uma solução resolutiva. “A empresa busca atuar de forma séria e responsável. Errou, corrigiu e vai realizar todas as medidas aqui compromissadas. Vimos esse acordo como uma possibilidade de melhoria para a própria empresa e acredito que as obrigações que assumimos retratam isso”, afirmou ele.

Meio Ambiente Sisema apresenta avanços da gestão ambiental durante o Assembleia Fiscaliza
Meio Ambiente Governo de Minas investe R$ 850 milhões no fortalecimento de Unidades de Conservação da Bacia do Rio Doce
Meio Ambiente Minas supera meta de plantio de mudas e fortalece educação ambiental para recuperar a Mata Atlântica
Meio Ambiente Governo de Minas alerta para queda acentuada de temperaturas nesta sexta-feira (19/6)
Meio Ambiente Governo de Minas lança projeto de recuperação ambiental na bacia do Rio Doce
Meio Ambiente Museu Arqueológico da Lapinha lança plataforma digital e amplia acesso ao patrimônio científico de Minas Gerais Mín. 10° Máx. 24°
Mín. 13° Máx. 26°
Tempo nubladoMín. 14° Máx. 28°
Tempo limpo
CONVERSA DE ESQUINA Ser ou não ser?
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
