O tempo seco e quente, por qual estamos passando, tem favorecido o aparecimento de focos de incêndio na vegetação em várias partes de Sabará. Nos últimos meses a cena de algum ponto ao redor da cidade pegando fogo infelizmente se tornou normal. Quando passamos pela MGT 262, até Belo Horizonte, vemos vários focos, é comum a estrada está esfumaçada.
No início de setembro um incêndio na vegetação de parte do Morro do Cruzeiro, em General Carneiro, também chamou atenção. Segundo a comunidade, a queima começou quando um morador resolveu colocar fogo em sacolas de lixo espalhadas próximo ao local; mas as chamas perderam o controle e se alastraram morro acima. Além da vegetação, plantações em lotes particulares foram queimadas e as chamas alcançaram até o fio de alta tensão, deixando algumas casas sem energia por algumas horas.
Com o início da primavera, pancadas de chuva tem ocorrido na cidade; mas a maior parte do tempo o calor predomina assim como a seca.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Sabará, nos últimos dois meses foram registrados na cidade 46 ocorrências de natureza incêndio florestal. Em nota o Pelotão explica que o período de estiagem vai de junho a novembro sendo os meses de agosto à outubro, o período mais crítico.
“Estudos mostram que 90% dos incêndios florestais é provocado pela ação humana. O tempo seco aliado à falta de cuidados preventivos pelo homem agrava o problema no Estado. Entre os principais perigos trazidos pelas queimas estão a redução da biodiversidade; alterações drásticas dos biótopos, reduzindo as possibilidades de desenvolvimento equilibrado da fauna silvestre municipal; facilitação dos processos erosivos; redução da proteção dos olhos d’água e nascentes; perdas humanas e traumatismos provocados pelo fogo ou por contusões; desabrigados e desalojados; além da redução das oportunidades de trabalho relacionada com o manejo florestal”, explica a corporação.
Além de Sabará, o 3° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar atende ainda cidades como Caeté e Nova União. Ainda em nota, o Pelotão explica que está apto para atender as demandas dos municípios, já que os Bombeiros trabalham com sistema integrado de unidades, podendo uma guarnição reforçar a outra até mesmo com auxílio de materiais.
“Todos os Pelotões do Corpo de Bombeiros são implantados para atender a demanda da região e estão subordinados a unidades maiores, os Batalhões, que, em caso de acionamentos mais complexos dão o reforço necessário tanto com viaturas quanto materiais e equipamentos. Além disso, há um Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres, com o seu Pelotão de Combate a Incêndio Florestais; além de um Batalhão de Operações Aéreas com dois helicópteros que também podem ser usados nessas ocorrências. Em realção ao tempo de resposta a uma ocorrência vai depender de diversos fatores; dentre eles, horário, acessibilidade do local e tipo da ocorrência”, finaliza o texto.
São diversas as maneiras para evitar acidentes e queimas florestais. Dentre elas vale destacar que não se deve soltar balões ou fogos de artifício perto de florestas ou áreas rurais; não pode jogar guimbas de cigarros acesos pelas janelas de veículos ou no chão em áreas rurais ou às margens das rodovias e a população deve evitar o acúmulo de lixo em lotes vagos e não colocar fogo nesses resíduos. Quem provoca incêndio em mata ou floresta estará cometendo um crime ambiental e pode ser responsabilizado pelas perdas causadas pelo fogo.
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