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FARSA: campanha eleitoral tenta enganar eleitor usando a força e a credibilidade da nossa marca

FARSA: campanha eleitoral tenta enganar eleitor usando a força e a credibilidade da nossa marca

29/09/2016 15h24
Por: Glaucia Melo Clark
FARSA: campanha eleitoral tenta enganar eleitor usando a força e a credibilidade da nossa marca

A poucos dias da eleição os ânimos estão exaltados, os candidatos usam de tudo nos últimos minutos do jogo para atingir seus objetivos, que nesse momento vale muito mais que um gol no fim do campeonato. Todo esforço é para conquistar o seu voto! Muitas vezes na ânsia de vencer a partida são feitas jogadas desleais e algumas faltas são cometidas.

Durante todo este tempo, nós da Folha de Sabará, que por quase trinta anos temos feito um jornalismo sério e comprometido em relação à atuação de todos que ocuparam o maior cargo do Executivo. Por isso, acreditamos que temos competência para avaliarmos o empenho de cada um que passou pelo poder.

Percebemos que nos últimos quatro anos Sabará teve muitos avanços, achamos que se houve melhorias, essas devem continuar. Foram várias as creches construídas, assim como Unidades Básicas de Saúde e obras de infraestrutura.

Bem, voltando aos minutos finais do campeonato, nessa última semana chegou a nossa redação, o que mais parece, uma tentativa desesperada de fazer um gol e matar logo o jogo. Recebemos um jornal, que faz alusão à Folha de Sabará e utiliza a nossa logomarca. O periódico, de apenas uma edição, se intitula “Jornal Falha de Sabará”. Em suas páginas foram publicados fatos com um único objetivo: denegrir a imagem da atual gestão. Pelo que podemos perceber faltou aos editores uma apuração mais profunda e como manda uma das primeiras regras do jornalismo: ouvir todos os lados.

Logo na capa, o jornal traz o prédio da Prefeitura que teve a intervenção do Ministério Público por estar em risco e não foi desocupado. Na verdade, atualmente funciona no local apenas o gabinete do prefeito, todas as secretarias que estavam no imóvel foram retiradas. Vale salientar que durante a atual gestão o prédio passou por pequenas intervenções, já que em 2013, o imóvel se encontrava em estado critico. O prédio passará em breve por uma restauração, já havendo recurso assegurado de mais de R$ 4 milhões do Pac das Cidades Históricas e autorização do IPHAN para abrir o processo de licitação.

A Saúde foi apontada pelo “jornal” como um ponto crítico. A publicação diz que duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão com as obras paradas e que estão faltando medicamentos essenciais nos centros de saúde. Em relação às obras, realmente houve uma parada, devido à falência da empresa licitante, mas a construção continua sendo feita pela própria Prefeitura. Já em relação aos medicamentos, a falta de remédios é eventual, mas esses são imediatamente substituídos. A saúde é o setor que recebe maior investimento, chegando a ocupar 25% do orçamento.

Na Educação a publicação pontua uma questão que surgiu logo no início da gestão e já foi resolvida. Em 2013, alunos com deficiências realmente ficaram por um período sem escolas. Nesse tempo houve uma reavaliação dos alunos que antes eram atendidos em Belo Horizonte e passaram a ser atendidos no município em Sabará, outros que tinham necessidades maiores permaneceram em escolas da capital. Foi publicada também uma redução no IDEB. Nesse sentido a Secretaria de Educação decidiu que alunos só passam de ano quando realmente sabem. Como o IDEB é medido também pelo índice de aprovação, a tendência é a redução, mas agora há melhoria na qualidade da educação.

Outro ponto questionado é o aumento dos salários do funcionalismo público no ano de 2015, quando prefeito e vice, também receberam reajuste. O aumento serviu para reparar um erro, porque na gestão anterior, muitos servidores ficaram com os salários sem reajuste. É apontado ainda o fato da esposa do vice-prefeito ser a secretária de Desenvolvimento Social, a questão chegou ao Supremo Tribunal Federal que deu ganho de causa à Prefeitura, vale ressaltar que a secretária tem realizado um excelente trabalho no município.

O prefeito é acusado por contratar diversos servidores públicos de forma ilegal. Bem, vamos aos fatos. Quando assumiu a prefeitura, em janeiro de 2013, o que o gestor encontrou foi uma epidemia de Dengue e uma prefeitura sem funcionários, pois haviam sido demitidos. O Fórum estava fechado, o Legislativo não havia tomado posse e faltavam recursos. Então, realmente houve contratações, mas após a realização do concurso a situação se regularizou.

Em relação à cultura, a publicação fala sobre o descaso com o Teatro Municipal que precisa de restauração. O teatro, em 2013, já se encontrava em estado crítico. Agora, está fechado para obras e o recurso que vem do Governo Federal através do PAC das Cidades Históricas já está assegurado.

O “jornal” questiona também os gastos com pagamentos de funcionários. O que aconteceu foi que no início da gestão a arrecadação caiu e o valor com o funcionalismo aumentou, não houve gastos abusivos ou irresponsáveis. A situação já foi regularizada.

Não tínhamos a intenção de ressaltar as qualidades desse ou daquele candidato, mas após recebermos a tal publicação, nos sentimos no direito de questionar o que estava escrito e procuramos saber até que ponto aquelas informações eram verdadeiras. Afinal, foi usada a nossa logomarca de um jeito irônico e crítico, por aqueles que preferem lidar com a famosa politicagem e não com a verdadeira política. Logo, não tivemos como não redigir esse editorial!

A todos, um bom voto. E não se esqueçam, prestem atenção em quem faz politicagem e quem faz política. Não se confundam.

É melhor que as coisas fiquem como estão, para que as melhorias de Sabará continuem acontecendo com um bom gestor municipal e um representante sabarense na Assembleia, assim o município continuará a crescer.

Desrespeito à Decisão Judicial

O impresso que plagiounossa logomarca circulou na cidade na terça-feira, 27, no mesmo dia a juíza Eleitoral Luciana Santana Comunian Starling determinou que a circulação fosse suspensa.

A decisão foi tomada baseada na resolução de nº 23457/2015/TSE que dispõe sobre a propaganda eleitoral nas eleições de 2016. Ficou certificado que o material distribuído não menciona o nome do candidato a prefeito ou vice-prefeito; o nome da coligação e as legendas dos respectivos partidos, o que não é permitido. Pede a liminar a intimação dos representados para que cessem imediatamente a distribuição do material irregular e proceda o recolhimento daqueles já divulgados.

O material divulgado possui apenas a tiragem (20 000) e o CNPJ que está inscrito em nome de “ Eleições 2016 Wander José Goddard Borges”. Portanto, trata-se de contratação majoritária. Na decisão a juíza salientou que o local onde estaria depositado o material ainda não divulgado, deveria ser indicado pelos representados, após 24 horas um Oficial da Justiça e um servidor do Cartório Eleitoral voltaria ao local certificando que a decisão foi acatada, caso haja descumprimento o material deverá ser apreendido.

Quanto o material já distribuído será objeto de exame oportunamente, já que não foi indicado o local preciso, onde se encontra.

Os envolvidos ignoraram a decisão da justiça, pois na quarta-feira o exemplar foi distribuído em vários bairros da cidade, em comércios, casas e para pessoas que circulavam pelas ruas.

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