Senadores usaram as redes sociais para celebrar o início da vacinação de crianças com idades entre 5 e 11 anos contra a covid-19 no Brasil. O país recebeu neste domingo (16) 1,2 milhão de doses da vacina Pfizer, cuja entrega, prevista para 20 de janeiro, foi antecipada. Três capitais (Brasília, Campo Grande e João Pessoa) começaram a vacinação no mesmo dia. Pelo menos outras dez dão início à imunização desse público nesta segunda-feira (17): São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Maceió, Goiânia, Manaus, Belém, Rio Branco, Macapá e Porto Velho. Cuiabá e Teresina farão somente pré-cadastro por enquanto.
O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) escreveu que “mais de 7.500 brasileirinhos receberam a primeira dose”. E que os municípios seguirão recomendação do Ministério da Saúde, começando o calendário pelos grupos prioritários: crianças com deficiência permanente e comorbidades e indígenas e quilombolas.
Também comemoraram a notícia parlamentares como Kátia Abreu (PP-TO), Paulo Rocha (PT-PA), Omar Aziz (PSD-AM) e Rose de Freitas (MDB-ES). Álvaro Dias e Humberto Costa (PT-PE) comentaram que a imunização das crianças é aprovada por 79% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite de domingo. Para Humberto, o começo da imunização das crianças é “um grande marco a favor da ciência e contra o negacionismo”.
Mencionando a mesma pesquisa, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou que a maioria dos entrevistados concorda que o presidente Jair Bolsonaro atrapalha a vacinação no país.
Já o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) defendeu prudência sobre a medida e observou que cabe aos pais a decisão quanto a vacinar as crianças ou não. O parlamentar concordou com manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) contrária à obrigatoriedade da imunização dos pequenos.
“Em muitas cidades brasileiras, como em Fortaleza, a vacinação de crianças começou. Como pai de duas filhas pequenas, adotarei a cautela nesse momento e concordo com a decisão da AGU. Cabe à família optar ou não”, escreveu.
A primeira remessa de vacinas para o público infantil, também composta por 1,2 milhão de doses, pousou no Brasil na quinta-feira (13) e já foi distribuída aos estados e ao Distrito Federal. O Ministério da Saúde observa que a imunização das crianças depende de autorização dos pais. No caso da presença dos responsáveis, fica dispensado o termo por escrito. A orientação da pasta é que os adultos procurem a liberação prévia de um médico antes da vacinação, mas não é exigida prescrição médica. Outra recomendação é acessar os sites das respectivas secretarias de Saúde para saber se é preciso efetuar cadastro antecipado e quais são os pontos de vacinação.
De acordo com a orientação do ministério, a vacinação infantil ocorrerá:
Chefe do Serviço Médico de Emergência do Senado e responsável pela coordenação das campanhas de vacinação da Casa, Jálisson Santos Cavalcante explicou que as vacinas aplicadas em pessoas acima de 12 anos e nas crianças com idades de até 11 têm dosagem e composição diferentes. A formulação do imunizante para crianças, segundo ele, é para aplicação em duas doses de 0,2 ml (equivalente a 10 microgramas), com pelo menos 21 dias de intervalo.
— Para evitar confusões, o imunizante leva uma tampa laranja, diferentemente da versão para adultos, que tem um fecho azul — explicou em entrevista à Agência Senado.
O governo reforça ainda que as vacinas devem ser aplicadas segundo as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atestou a segurança dos imunizantes: salas de vacinação exclusivas para crianças, vacinadores exclusivos e um período de 20 minutos para observar possíveis reações adversas. O esquema vacinal delas é composto por duas doses, com intervalo de oito semanas entre a primeira e a segunda.
Em carta publicada em dezembro, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) consideraram que os benefícios da imunização infantil contra covid-19 superam os riscos. A publicação alerta que a carga da doença em crianças é relevante, o que torna alta a taxa de mortalidade em pessoas na faixa entre os 5 e os 11 anos. E que a vacina nesse público demonstrou eficácia de 90,7% pelo menos sete dias após a segunda dose, e em um período de aproximadamente três meses.
As entidades observam ainda que, nos Estados Unidos, já foram aplicadas mais de 5 milhões de doses da vacina contra a infecção em crianças, com segurança.
“Não foram observados eventos adversos graves associados à vacinação. A empresa [Pfizer] forneceu à Anvisa uma base de dados de segurança, cada uma com aproximadamente 1.500 crianças vacinadas, sem identificar eventos adversos graves. Faz-se importante destacar que o tamanho amostral é limitado — cerca de 2.500 voluntários acompanhados — e o tempo de seguimento relativamente curto para determinar segurança em longo prazo”, diz a carta.
Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 12° Máx. 23°
Mín. 13° Máx. 23°
Tempo limpoMín. 12° Máx. 25°
Parcialmente nublado
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
