Bailarinas sabarenses vão representar a cidade no Congresso Mineiro de Dança do Ventre
O evento acontece nos dias 16,17 e 18 de setembro; ao todo, 22 bailarinas de diversos bairros de Sabará estarão representando a cidade no Congresso que é o maior festival de dança do ventre em Minas Gerais e o segundo maior do país. Este ano, o evento vai acontecer no SESC Venda Nova.
As bailarinas fazem parte do Studio Néia Aziza Belly Dance – escola de dança do ventre. A escola foi criada em 2002 na varanda da casa dos pais da bailarina e professora, Néia Aziza, em General Carneiro; mas Néia pratica a dança do ventre desde 1998. “Quando passava a novela ‘O Clone’ todo mundo queria aprender a dança do ventre e umas vizinhas que sabiam que eu já estudava esse estilo, me pediram para dar algumas aulas. Foi assim que eu descobrir minha vocação como professora”, explica.
No inicio eram 40 alunos divididos em dois horários; mais tarde novas turmas foram abertas. A “Tia Néia”, como carinhosamente é chamada, passou a ser uma das únicas professoras de dança do ventre de Sabará. “Mais de 500 bailarinas já passaram pela minha escola; atualmente tenho cerca de 80 alunas com idade mínima de sete anos”.
As bailarinas são dividas em grupos de níveis técnicos; o carro chefe da escola é a Companhia de Dança Néia Aziza Belly Dance (Cia de Dança) – grupo com nível técnico elevado; já no grupo Corpo de Baile são as meninas que estão sendo preparadas para a Cia de Dança. Mais recentemente foi criado ainda o Grupo Folclórico - que é um projeto voltado para o estilo folclórico de dança árabe; além disso, a escola trabalha com categorias infantis e de senhoras.
Os concursos
Segundo Néia, o Studio de Dança começou a participar de concursos em 2014. Em junho desde ano, no Festival Nacional de Dança do Ventre, as meninas da Cia de Dança ficaram com o 4° lugar dentre nove grupos de diversas cidades. Uma semana depois, a escola participou também do Circuito Mineiro de Dança e a Cia ganhou o Primeiro Lugar no concurso. O grupo Corpo de Baile ganhou ainda o Segundo Lugar na categoria adulto. E na categoria infantil as alunas de Néia também conquistaram o Primeiro Lugar.
Além dos concursos, as bailarinas se apresentam em diversos eventos beneficentes dentro e fora de Sabará, como festa de associações, hospitais infantis, feiras, entre outros. Sem patrocínio, a escola se mantém através de rifas e da boa vontade de pessoas da própria comunidade que ajudam cobrando pouco ou às vezes nada, para que as bailarinas consigam fazer seus figurinos, cabelo, maquiagem e acessórios. “Temos orgulho de dizer que tudo é feito por nós e pela nossa comunidade; são pessoas que acreditam no nosso trabalho”, pontua a professora.
A dança como superação
A dança pode ser um suporte de superação de medos e desafios; assim aconteceu com Sarah Alvim Lara Lima, de 21 anos. A bailarina sofreu um acidente de carro em 2006; passou por diversas cirurgias na perna que teve fratura exposta e ficou mais de um ano sem dançar. Foi sua paixão pela dança que lhe deu força para superar as fisioterapias dia após dia até voltar para a Companhia.
“Eu vi na dança e na escola da Néia um suporte; mesmo usando muletas eu vinha para a escola acompanhar os ensaios e o desenvolvimento das coreografias. Aqui neste espaço eu ganhei força para superar o acidente. Um ano depois eu já estava dançando novamente”, relata Sarah que é bailarina há 13 anos.
De acordo com a professora, a dança do ventre abraça a todos. “Elas perdem a timidez, as meninas passam a acreditar em si mesmas. É uma dança que não exige padrão de beleza, basta acreditar e sentir a música”, finaliza.
O Congresso é realizado pelo Centro de Dança Letícia Soares. As bailarinas sabarenses irão concorrer nas categorias Grupo Livre, Clássico, Dupla, Solo e Grupo Folclórico.
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