Viaturas específicas vieram da capital para controlar fogo há poucos metros do Pelotão de Sabará
É indiscutível a importância do trabalho dos Bombeiros, não é à toa que eles são chamados de “o amigo certo nas horas incertas”; mas e quando a comunidade precisa de um atendimento e este amigo não está disponível? Esse dilema que vive a Unidade do Corpo de Bombeiro Militar em Sabará.
De acordo com os agentes que atuam no local, os quatro automóveis de resgate e combate a incêndio, incluindo a ambulância, estão estragados; alguns com problemas nos freios outros com demais danos. “Outro dia eu cheguei para trabalhar e a mangueira do carro de combate a incêndios estava furada, fui até a Viação Cisne e eles nos ajudaram a trocá-la”, diz um dos bombeiros que ressalta que sempre conta com o apoio da empresa.
O pelotão atende não somente Sabará, mas outras cidades como Caeté, Santa Luzia, Barão de Cocais, entre outras, o que muitas vezes deixa a população desguarnecida. E sem os carros de resgate e combate a incêndios, fica difícil o trabalho dos profissionais.
Na última semana, um caminhão tanque pegou fogo dentro de um posto de gasolina no Centro da cidade, de acordo com testemunhas que viram o início do incêndio e acionaram os Bombeiros, os agentes da unidade chegaram em 15 minutos, mas o atendimento de combate ao incêndio só foi iniciado cerca de uma hora depois, quando os militares da unidade de Bombeiros da Avenida Antônio Carlos chegaram.
“Fomos nós que chamamos os bombeiros; um amigo aqui do trabalho foi lá de moto e avisou sobre o incêndio. O fogo ainda estava apenas no caminhão, mas com a demora a queima se alastrou. Foi mais ou menos uma hora para os bombeiros da Antônio Carlos chegarem. Um absurdo já que temos uma unidade ao lado do acidente”, ressaltou um dos mototaxistas que trabalha na Praça de Esportes, em frente ao posto de gasolina.
Cerca de 50 profissionais atuam em dois turnos na unidade que fica no bairro Caieiras. Ainda segundo informações dos militares, o conserto dos automóveis assim como a manutenção da unidade é de responsabilidade do Estado. “No dia do acidente no posto, só estávamos com um uma viatura de salvamento simples, o que impossibilitou nosso atendimento de forma mais eficaz. A viatura própria de combate a incêndio havia estragado dois dias antes”, confirmou o militar.
Em nota, a adjuntoria de jornalismo e assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, responsável pelo serviço em todo o estado, informou que “o atendimento à ocorrência em Sabará foi feito por uma viatura do Pelotão, com reforço de viaturas do 3º Batalhão de Bombeiros, em Belo Horizonte, unidade à qual o Pelotão está subordinado. Todos os Pelotões contam com esse reforço dos Batalhões, uma vez que o atendimento é feito nas cidades-sedes e em outros municípios dentro de sua área de abrangência. Caso haja necessidade de outros reforços, podem ser empenhadas, ainda, viaturas de outros Pelotões e Batalhões que darão o suporte de forma que o atendimento não fique prejudicado”.
Sobre os automóveis da guarnição da cidade estarem estragados a Nota diz ainda que “por se tratar de veículos com alto grau de operacionalização, necessitam de manutenções constantes, corretivas e também preventivas, o que diminui o tempo desses carros na oficina. Essas manutenções são realizadas no Centro de Suprimentos e Manutenção o que agiliza esse serviço”.
A assessoria destacou ainda que a frota dos Bombeiros no Estado é composta por veículos com idade média de 8 anos, e que é constantemente é renovada. “Somente este ano, o Corpo de Bombeiros adquiriu 163 novas viaturas que contemplaram prioritariamente os pelotões do interior para proporcionar um atendimento mais efetivo”, concluiu a nota.
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