A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta quinta-feira (30), substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 402/2008, que obriga o poder público a oferecer um programa de diagnóstico e tratamento precoces a alunos da educação básica diagnosticados com dislexia, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) ou qualquer outro transtorno de aprendizagem.
O voto favorável à proposta substitutiva (PL 3.517/2019), que segue para votação em Plenário, foi dado pelo relator, senador Flávio Arns (Podemos-PR).
A principal alteração quanto ao projeto original é ampliar o público-alvo dessa política de acompanhamento integral. Com isso, as medidas poderão ser aplicadas, por exemplo, a alunos com disgrafia ou discalculia.
Originalmente, a proposta oriunda do Senado, de autoria do então senador Gerson Camata, já falecido, restringia a assistência integral a estudantes com dislexia e TDAH. Os deputados estenderam a rede de serviços e cuidados a quem apresentar qualquer tipo de transtorno de aprendizagem.
O relator reconheceu persistirem lacunas no preparo dos profissionais de ensino para lidar com transtornos de aprendizagem e na oferta de assistência educacional adequada para alunos com esses diagnósticos.
O ponto de partida para interferir nessa realidade é o reconhecimento institucional desses transtornos, segundo Arns. Sem esse reconhecimento, as dificuldades de aprendizagem das pessoas desses segmentos continuarão a ser naturalizadas e atribuídas a razões de outra natureza.
— Não é preciso muito esforço para se constatar que, passados mais de uma década desde a apresentação da iniciativa, persistem, na realidade das escolas e de nossos educandos com transtornos de aprendizagem, as motivações que ensejaram o projeto — expôs o relator.
Outro avanço proporcionado pelo PL 3.517/2019, na visão de Arns, é possibilitar a extensão desse acompanhamento de aprendizagem a transtornos que venham a ser descobertos no futuro.
— Isso é relevante, especialmente se ponderarmos que esses transtornos têm origem bioneurológica e o contexto de mudanças intensivas e instabilidade que vivenciamos tende a acentuá-los. Estimativas da Associação Americana de Psiquiatria indicam que entre 5% e 15% das crianças em idade escolar têm dificuldades de aprendizagem — destacou o relator.
Arns alertou que, na hipótese de não serem diagnosticados e tratados tempestivamente, esses transtornos de aprendizagem podem trazer prejuízos à qualidade de vida das pessoas, levando a um fraco desempenho nos estudos, à evasão escolar, à depressão e ao desemprego. Embora não tenham cura, é sabido que uma intervenção precoce e bem estruturada pode reduzir a intensidade de seus sintomas.
O senador Paulo Paim (PT-RS) homenageou Camata, que foi assassinado em 2018.
— Um homem que tratava a todos com uma diplomacia e carinho, que pouco vemos hoje.
Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 11° Máx. 24°
Mín. 11° Máx. 25°
Parcialmente nubladoMín. 12° Máx. 28°
Tempo limpo
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
