O primeiro fim de semana de dezembro foi movimentado; Sabará recebeu a 29° edição do Festival de Jabuticaba e a 13° Feira de Artesanato. O evento aconteceu em novo local: na avenida nova da Lagoa da Reta; e agradou a todos os visitantes.
Não eram nem 15h do domingo e as mercadorias de muitos stands já tinham acabado. Todo mundo queria levar para casa um dos derivados das “pretinhas” de Sabará ou das lindas peças fabricadas pelas mãos dos artesãos sabarenses. No espaço das jabuticabas tinham vinhos, sucos, cachaça e licor, bombons, doces, sorvetes, picolé, vinagre, tortas e bolos, entre outros produtos. Já nos estandes do artesanato, a palma barroca era a mais procurada, juntamente com os santos e bordados, semaninhas, oratórios e presépios.
O evento é realizado pela Prefeitura Municipal em parceria com a Associação dos Produtores e Derivados da Jabuticaba de Sabará (ASPRODEJAS) e com diversas associações de artesãos da cidade.
Segundo a presidente da ASPRODEJAS, Déa Ramalho, como em todos os anos, o Festival foi um sucesso. “Todos os dias nos surpreendeu; hoje (domingo) não são nem 15h e já acabou a geléia e meus bombons. Este novo local é excelente para nós, expositores, e para os turistas”, disse.
De acordo com a produtora que está há 26 anos no festival, Aparecida de Lima, da marca “Fino Sabor”, o público do evento também esteve melhor este ano. “As pessoas vieram interessadas em comprar e não somente visitar o evento, produzimos mais e vendemos praticamente tudo”, ressaltou.
Presente no festival desde sua fundação, há 29 anos, Eunice Hoehne, mais conhecida como tia Nicinha, faz sucesso com suas geleias, licores e vinhos de jabuticaba e ressalta que desde o início sua receita é a mesma. Ela falou que apesar de ter ficado mais distante, o local foi bem escolhido e ficou muito bom.
FEIRA DE
ARTESANATO
Em seu 13º ano a Feira de Artesanato reuniu vários artesãos da cidade que mostrou a riqueza sabarense nessa área através de diversas peças feitas com materiais que variam da madeira e tacos encontrados no lixo à prata e ouro.
Neusa Chagas, vice presidentes da As Artes, disse que a mudança foi benéfica, principalmente para o artesanato, já que em 2014, os artesãos ficaram depois dos expositores da jabuticaba, então muita gente não visitou o artesanato. Participando da feira desde o início, com palmas barrocas, santos e oratórios, Neusa diz que o evento é muito importante para o artesanato sabarense.
Além das atrações principais, que foram o artesanato e a jabuticaba, o público pôde se acabar com a diversidade musical que animou o festival. Teve samba, Rock, sertanejo e muito mais.
TURISTAS
Segundo a prefeitura, 70 mil pessoas prestigiaram o evento, durante os três dias de festa. Além das pessoas daqui, Sabará recebeu gente de várias cidades.
O engenheiro Pedro Brasil e sua família de Belo Horizonte visitaram pela primeira vez o festival e aprovaram. Ele ressaltou que o evento é muito interessante, pois mistura a cultura histórica da cidade e a gastronomia local. Pedro diz ainda que não sabia que existia o festival, esse ano ouviu anuncio em uma rádio e por sua filha adorar jabuticaba, resolveu trazê-la. Apesar de tanta variedade de derivados, a pequena Catarina, afirmou que veio para degustar a fruta, pois é o que ela mais gosta.
Quem veio de carro para a cidade também teve tranquilidade para guardar o veículo. Houve muitos pontos livres para estacionamento, o que agradou os visitantes.
NOVIDADE
Pela primeira vez, o Festival de Jabuticaba contou com um espaço de leitura promovido pela Borrachalioteca de Sabará; e a novidade agradou o público. “Somos a única ONG aqui no Festival; a receptividade do público foi excelente nos três dias de evento. Trouxemos muitos livros e a maioria já está por ai, circulando com os turistas. Foi uma excelente ideia trazer nossa carretinha e agora que sabemos que deu certo, pode ter certeza que viemos para ficar – a ideia é levar o projeto para todos os eventos de Sabará”, disse Túlio Damascena, idealizador da Borrachalioteca de Sabará.
AVALIAÇÃO DO EVENTO
Como em todo grande evento que está de casa nova, houve alguns “pequenos deslizes” na produção do festival. Segundo alguns expositores, faltou água nos três dias da festa.
“Não tem água nem para lavar as mãos, nem mesmo para tomar; os turistas estão reclamando com a gente. Outro ponto a ser levantado é a falta de lixeiras ao longo do corredor. As pessoas estão perguntando onde jogar os lixos e como não tem lixeiras, jogam no chão”, disse a expositora, Lazara Camponês.
Outro questionamento foi em relação à praça de alimentação instalada entre os estandes e o palco de shows. Com a aglomeração de mesas, dificultou a passagem das pessoas entre o local que estava muito cheio. “Eu nunca tinha vindo e confesso que esperava muito mais da organização. Os estandes são maravilhosos, tanto de jabuticaba quanto do artesanato, o problema é que a praça de alimentação foi mal organizada”, reclamou Priscila Lopez, que veio de Santa Luzia para conhecer o Festival.
Ao todo, o evento contou com 44 estandes, 28 dedicados aos derivados da jabuticaba e 16 ao artesanato.
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