Mesmo com a liberação do governo paulista para o retorno das aulas presencias no ensino superior a partir da próxima semana, as três grandes universidades públicas estaduais de São Paulo decidiram iniciar o segundo semestre deste ano ainda com aulas remotas.
Apesar da atual melhora no cenário da pandemia do novo coronavírus, os indicadores de óbitos, internações e casos de covid-19 ainda são muito elevados. Por isso, as universidades decidiram se manter cautelosas e manter o ensino online, pelo menos por enquanto. Essa determinação será alterada, segundo as universidades, de acordo com a evolução da pandemia.
Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as aulas remotas teóricas vão permanecer em funcionamento até uma nova avaliação. Uma resolução prevê a volta presencial às aulas, mas de forma parcial e gradual. Neste caso, docentes, técnicos administrativos e alunos de graduação do ensino superior e pós-graduandos só deverão retornar às atividades presenciais 14 dias após o recebimento da segunda dose da vacina contra a covid-19. O percentual máximo permitido de alunos vai obedecer o que for estabelecido no Plano São Paulo, plano de retomada econômica elaborado pelo governo paulista no ano passado e que orienta sobre a abertura e fechamento de todas as atividades no estado paulista. Já as gestantes, por orientação desta resolução, devem permanecer em atividade remota.
Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), um comunicado do dia 13 de julho informa sobre a continuidade do ensino remoto. “Acreditamos ser importante enfatizar que a retomada das atividades presenciais estará associada a fatores tais como a vacinação de nossa comunidade, situação epidemiológica da pandemia e condições de biossegurança de nossas unidades”, informa o comunicado. Essa situação vai permanecer até que seja feita uma nova avaliação do cenário epidemiológico.
Na Universidade de São Paulo (USP), as aulas teóricas da graduação e pós-graduação também serão iniciadas com o ensino remoto. Essa situação permanecerá até que seja reavaliada a situação da pandemia, segundo informou um comunicado publicado no dia 7 de julho. Na USP, os servidores docentes e técnico-administrativos que já foram imunizados poderão retornar às atividades presenciais 14 dias após terem recebido a segunda dose ou a dose única.
As aulas presenciais nas universidades paulistas estão suspensas desde março do ano passado. Somente no curso de medicina elas estavam autorizadas a ocorrer presencialmente. Em junho deste ano, o governo paulista permitiu também que os cursos de saúde pública, saúde coletiva e de medicina veterinária voltassem de forma totalmente presencial.
No início deste mês de julho, o governo de São Paulo informou que as aulas nas escolas de ensino técnico e superior poderiam ser retomadas no estado a partir do dia 2 de agosto. No caso das instituições de ensino superior e nas faculdades de nível técnico (como as Fatecs), o limite de capacidade permitido é de até 60% do total de alunos. No caso das instituições de ensino técnico de nível médio, como as Etecs, não haverá limite de ocupação. Além disso, o governo permitiu que as atividades práticas, laboratoriais e estágios de cursos superiores em todas as áreas ocorram presencialmente, sem limite de ocupação.
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