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Sem vigias, Escolas Estaduais viram alvos fáceis para marginais

Sem vigias, Escolas Estaduais viram alvos fáceis para marginais

20/08/2015 11h29
Por: Glaucia Melo Clark

As Escolas desempenham um papel importante na sociedade. São através delas que chegam não só o conhecimento acadêmico, mas ético e moral. Alguns espaços são cedidos à comunidade para outras atividades, como trabalhos sociais, jogos esportivos, treinamentos e lazer. Deveria ser o dever de toda população zelar e organizar esses espaços, mas isso não tem acontecido em todo lugar.

Em Sabará, algumas Escolas Estaduais tem passado por atos que vão além de um crime contra o patrimônio, pessoas aproveitam o momento em que as instituições estão fechadas, como nas férias e finais de semana, para pular os muros e roubar o que é de uso público.

No centro da cidade as Escolas Estaduais: Castelo Branco e Dona Bilú de Figueiredo; tem sofrido com vândalos que insistem em destruir portas e janelas do local.

Segundo funcionários do e pais de alunos da E.E. Dona Bilú de Figueiredo, os roubos são constantes na instituição. Até agosto deste ano, a escola já foi alvo dos ladrões cinco vezes. Computadores e lâmpadas, equipamentos dos laboratórios, cadernos e papéis, bebedouro, tudo é levado. Além de vidros e portas quebradas e arrombadas. Nas férias, os vândalos queimaram a sala onde ficava guardado os materiais esportivos, danificando parte do material.

Espaços que, de segunda a sexta-feira, são locais de educação e conhecimento; aos finais de semana ficam a mercê de vândalos e criminosos. Atualmente, as Escolas Estaduais não tem vigias noturnos e nem pessoas que possam zelar pelo espaço nos finais de semana.

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE)

Procurada, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE), responsável pelos centros de ensino estaduais, respondeu em Nota que o órgão orienta às escolas, em primeiro lugar, pautar sua atuação com base no diálogo com toda a comunidade escolar e com o entorno da escola. Tanto dentro da instituição quanto fora, com foco no trabalho educacional e preventivo. Para isso, a Secretaria estimula a realização de ações pedagógicas com o intuito de orientar alunos e comunidade sobre a importância da preservação do patrimônio público. Assim, a escola deve manter contato com os agentes públicos da região, como postos de saúde, Centros de Referência de Assistência Social, Polícia Militar, conselhos tutelares, dentre outros, para conhecer a comunidade e atuar conjuntamente, em especial naquelas regiões com casos frequentes de violência e de vulnerabilidade social.

Ainda de acordo com a SEE, existe uma parceria com a Polícia Militar, por meio do programa Patrulha Escolar, que atua de forma preventiva ou repressiva quando se constata uma situação de desordem, violência ou outra situação de falta de segurança. A secretaria informou ainda que realmente as escolas não contam com a figura do vigilante, no entanto, os casos de grande necessidade solicitados pelas Superintendências Regionais de Ensino são avaliados pela Secretaria para a possível contratação desse tipo de profissional.

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