
Há pouco mais de um mês a prefeitura de Sabará colocou uma grade de proteção para pedestres na ponte Saldanha Marinho.
O objetivo foi evitar que os veículos subissem no passeio ao se cruzar com outros sobre a ponte, pratica comum, já que o local é muito estreito. Dessa forma uma calçada foi extinta, sobrando apenas uma opção de passagem para os pedestres. Apesar de ser um desejo antigo da população, as opiniões na cidade estão dividas.
Morador do bairro Vila Real, o pedreiro Carlos Fernandes da Silva que passa a pé, pelo menos duas vezes por dia no local, acredita que a grade melhorou para os pedestres, pois trouxe mais proteção. Já por outro lado, ele afirma que boa parte dos motoristas reclamou.
A ajudante de cozinha, Wanda Maria Guimarães, moradora do Vila Real, diz que apesar da ponte ter trazido segurança, poderia ter sido colocada do outro lado da pista, para beneficiar principalmente o grande número de estudantes que volta da escola pela rua do Kaquende. Ela diz que agora os alunos são obrigado a atravessarem mais uma pista para passar pela ponte. Em relação ao trânsito, ela diz que se os motoristas respeitarem funciona sem problema.
A moradora do bairro Águas Férreas, Mariane Costa, farmacêutica, diz que apesar de dar mais proteção para o pedestre na travessia da ponte, foi péssimo para o trânsito, já que tem se formado grandes filas de veículos, afinal agora não é mais possível dois veículos atravessarem ao mesmo tempo, a não ser que sejam carros de passeios, qualquer outro de porte maior não consegue dividir o espaço com outro veículo, com isso o trânsito acaba sendo prejudicado.
César Leonardo Aparecido de Almeida, eletricista, acredita que não foi bom, pois além de ter estreitado a ponte para os carros, a própria passagem para os pedestres ficou pequena, pois quando duas pessoas se cruzam, uma tem que dar passagem para outra, principalmente se tiver carregando algo.
Algumas pessoas que moram ou trabalham na região também apontaram outros problemas, mas não quiseram se identificar. Eles falaram que a proteção foi mal planejada, pois não é possível a passagem com uma cadeira de rodas, sendo assim, o cadeirante tem que se arriscar e atravessar junto com os carros. Os moradores falaram também que o guarda corpo de concreto da ponte também poderia ser reforçado, já que oferece riscos principalmente para as crianças.