O crescimento da população idosa e a expansão do setor de cuidadores têm acompanhado o aumento da procura por atendimento domiciliar no Brasil. Levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base em dados da Receita Federal, divulgado pela Agência Brasil, informa que o país abriu mais de 57 mil novos negócios ligados a serviços de cuidadores em 2025, alta de 74% em cinco anos. Ao mesmo tempo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou no Censo 2022 que a população com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em 12 anos, enquanto o número de pessoas com 60 anos ou mais chegou a 32,1 milhões.
A atenção ao cuidado em casa também passou a aparecer em ações recentes voltadas à população idosa. Em março de 2026, a Agência Brasil noticiou o início de um projeto-piloto de atendimento de idosos em casa em três cidades brasileiras, direcionado a pessoas em situação de maior vulnerabilidade. A iniciativa se soma a um cenário em que famílias buscam alternativas para acompanhar idosos fora do ambiente hospitalar.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que o envelhecimento saudável está associado à manutenção da capacidade funcional, entendida como o conjunto de condições que permite à pessoa realizar atividades importantes no dia a dia. A entidade também aponta que o envelhecimento da população amplia a demanda por sistemas de cuidado de longo prazo.
No Brasil, a procura por atendimento domiciliar costuma aparecer em situações como retorno para casa após internação, limitações de mobilidade, uso contínuo de medicamentos e necessidade de supervisão da rotina. O modelo também é buscado por famílias que tentam manter o idoso em casa com acompanhamento mais próximo.
Para Bruno Butenas, fundador da empresa de cuidado domiciliar Geração de Saúde, a demanda tem crescido em momentos de transição e maior fragilidade. "Muitas famílias buscam atendimento domiciliar quando percebem que o idoso precisa de apoio para manter a rotina com mais segurança. Isso pode ocorrer após uma alta hospitalar, em fases de perda de autonomia, na necessidade de acompanhamento em consultas ou mesmo em demandas temporárias, quando alguns dias de suporte já fazem diferença", afirma.
Segundo Butenas, o atendimento em casa é procurado quando a família precisa organizar melhor o cotidiano do idoso. "O cuidado domiciliar permite acompanhar mais de perto questões da rotina, como alimentação, medicação, deslocamentos e observação de sinais que podem passar despercebidos no dia a dia", diz.
O crescimento do setor de cuidadores, a ampliação da população idosa e o surgimento de iniciativas públicas de atenção domiciliar indicam que o cuidado em casa tende a ocupar papel cada vez mais relevante no envelhecimento brasileiro. Para famílias que enfrentam rotinas mais complexas com pais e avós, o atendimento domiciliar passa a ser visto não apenas como solução pontual, mas como parte da reorganização do cuidado diante de uma população que vive mais e demanda acompanhamento por mais tempo.
Mais informações sobre serviços de acompanhamento domiciliar podem ser consultadas no site da Geração de Saúde.
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