Polícia Civil de Minas Gerais indiciou três pessoas pelo desaparecimento de 11 filhotes de cães em Sabará. Investigação aponta maus-tratos e grave estado de saúde da cadela mãe após retirada dos filhotes.
Um caso que gerou indignação entre moradores de Sabará ganhou novos desdobramentos após a conclusão de um inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais. A investigação apurou o desaparecimento de 11 filhotes de cães retirados de forma abrupta da mãe em um lote do município, levando ao indiciamento de três pessoas por maus-tratos qualificados contra animais.
Entre os investigados estão uma mulher de 47 anos e dois homens, de 42 e 79 anos, apontados como responsáveis pela ação que resultou no desaparecimento dos filhotes e no agravamento do estado de saúde da cadela mãe.
Ao todo, 12 crimes de maus-tratos qualificados contra cães foram considerados pela polícia, contabilizando a cadela e os 11 filhotes, configurando concurso formal de crimes. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
De acordo com as investigações conduzidas pela 3ª Delegacia de Polícia Civil em Sabará, moradores da região vinham alimentando uma cadela e seus 11 filhotes, que estavam temporariamente em um lote após autorização para permanecer no local.
Entretanto, no dia 27 de fevereiro deste ano, testemunhas relataram que um homem chegou ao local, recolheu os filhotes e deixou o espaço carregando um saco de grande volume.
Imagens de câmeras de monitoramento confirmaram a movimentação. Nos registros, também foram captados sons semelhantes ao choro de filhotes, o que reforçou as suspeitas e direcionou o trabalho investigativo.
Durante as investigações, o homem de 42 anos foi identificado e interrogado. Ele admitiu ter retirado os cães do local e afirmou que recebeu R$ 50 para realizar o serviço.
Segundo o depoimento, os filhotes foram colocados dentro de um saco e posteriormente entregues a um motorista que passava em uma caminhonete, alegando não saber qual teria sido o destino dos animais.
A polícia também reuniu elementos que indicam a participação das outras duas pessoas indiciadas. Conforme apurado, elas teriam procurado o homem para executar a ação e contribuído com o pagamento em dinheiro.
Conversas obtidas por meio de aplicativos de mensagens também revelaram tentativas de orientar o executor a mentir durante o interrogatório policial, o que reforçou os indícios de participação no crime.
Além do desaparecimento dos filhotes, o inquérito revelou que a retirada abrupta dos cães provocou graves consequências para a cadela mãe.
Após perder os filhotes, o animal precisou ser internado em uma clínica veterinária, apresentando mastite severa, causada pelo acúmulo de leite nas glândulas mamárias.
Os exames apontaram inflamação intensa, febre, prostração e alterações laboratoriais compatíveis com processo infeccioso, quadro que exigiu atendimento veterinário imediato.
A Polícia Civil destacou que os fatos configuram maus-tratos qualificados contra animais, crime previsto na legislação brasileira e que pode resultar em penas mais severas quando envolve cães e gatos.
Agora, o caso segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário, que irão avaliar as medidas legais cabíveis contra os envolvidos.
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