O Governo do Estado vai oferecer, por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) , R$ 200 milhões em linhas de crédito emergenciais para micro, pequenas, médias e grandes empresas, cooperativas de produção e negócios ligados ao agronegócio localizados em municípios que decretaram emergência e/ou calamidade pública em função dos temporais que atingiram o estado neste ano.
O financiamento com condições especiais anunciado pelo vice-governador Mateus Simões neste sábado (28/2) também estará disponível para as prefeituras mineiras.
“Para os empresários e Municípios, o socorro também está vindo em forma de empréstimos subsidiados. Isso e uma maneira de os atingidos poderem recorrer a um recurso extraordinário neste momento. As informações já estão disponíveis no site do banco”, informou o vice-governador.
“O Estado está fazendo tudo o que está ao alcance para restabelecer a normalidade nos municípios afetados pelas chuvas. Esta medida é mais um apoio fundamental para garantir a reconstrução dessas cidades e recuperação das fontes de renda da população”, ressaltou o governador Romeu Zema.
Para o presidente da instituição, Gabriel Viégas Neto, as linhas do BDMG Solidário são determinantes para que as empresas possam manter seus negócios em operação e preservar os empregos.
“O crédito poderá ser utilizado de acordo com as demandas, como na reforma da loja, na recomposição do estoque ou no reforço do fluxo de caixa neste momento delicado, e para que as prefeituras realizem com rapidez as obras emergenciais”, afirma.
Condições
Para os micro e pequenos empresários localizados em municípios afetados, a linha de crédito terá taxa fixa de 0,9% ao mês e 36 meses para pagar, incluindo seis meses de carência.
A contratação é 100% digital, pelo site do banco, e os recursos podem ser aplicados para capital de giro, dando autonomia para que os empreendedores invistam o crédito de acordo com a necessidade.
As prefeituras terão acesso à linha com taxa subsidiada por meio do BDMG Solidário Municípios 2026. A taxa é de 0,28% ao mês + Selic. O prazo para pagar será de 120 meses, incluindo 12 meses de carência.
Para apoiar os gestores públicos nas ações de reconstrução de prejuízos causados pelas chuvas nas cidades, o banco vai liberar de forma imediata até 95% do valor contratado no financiamento, acelerando o processo de recuperação.
A partir da linha de crédito os municípios poderão realizar obras de drenagem, recuperação e contenção de encostas, mobilidade, pavimentação, reconstrução de unidades de saúde e escolas, construção de habitação popular, saneamento, entre outras.
Médias e grandes empresas
Já para as médias e grandes empresas afetadas, incluindo aquelas que atuam no agronegócio e as cooperativas de produção, o banco também vai disponibilizar linha emergencial com taxas diferenciadas, até 90 meses para pagar e até 36 meses de carência.
Para acessar este financiamento, é necessário que o município onde está localizada a empresa tenha decreto federal de calamidade pública.
Todas as informações estão disponíveis em bdmg.mg.gov.br .
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