A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a Operação Ártemis e cumpriu mandados de busca e apreensão nos municípios de Barão de Cocais e Nova União, incluindo diligência em uma clínica médica localizada na região central de Barão de Cocais. A ação investiga crimes de corrupção de testemunhas, falso testemunho e fraude processual relacionados a um médico radiologista condenado em 2025 pelo Juízo Criminal da Comarca de Caeté por dois crimes de importunação sexual.
A operação é resultado de atuação integrada entre a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Promotoria de Justiça de Caeté, que recebeu a denúncia inicial, analisou os fatos e encaminhou formalmente as informações para instauração e aprofundamento da investigação criminal.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos:
Quatro aparelhos celulares
Dispositivos de armazenamento tipo pen drive
Câmeras espiãs
Documentos considerados relevantes para a investigação
Todo o material recolhido será submetido à análise técnica e pericial, com observância rigorosa da cadeia de custódia, conforme determina a legislação processual penal.
De acordo com as informações apuradas, no curso da persecução penal que culminou na condenação do médico, surgiram indícios de que, antes da audiência de instrução e julgamento, ele e pessoas a ele vinculadas teriam procurado uma das vítimas com o objetivo de dissuadi-la de comparecer ao ato judicial.
Sem sucesso na tentativa de intimidação, o investigado teria, segundo a apuração, oferecido e efetuado pagamento de vantagem econômica a uma testemunha para que prestasse declarações falsas em juízo, em benefício próprio.
A investigação busca esclarecer:
A dinâmica da cooptação de testemunhas
A eventual circulação de valores
Os vínculos entre os envolvidos
A extensão das tratativas ilícitas
Caso confirmadas, as condutas podem configurar corrupção de testemunha, falso testemunho e fraude processual, crimes que atentam diretamente contra a administração da Justiça.
A Operação Ártemis contou com a mobilização estratégica de doze policiais civis. A Polícia Civil de Minas Gerais destacou que a ação reafirma o compromisso institucional com a proteção das vítimas, a defesa da função jurisdicional e o combate a práticas que tentam comprometer o regular funcionamento da Justiça.
Chefe do 3º Departamento de Polícia Civil: Dr. Helton Cota
Delegado Regional de Sabará: Dr. Felipe de Ornelas Caldas
Delegado responsável pela diligência: Dr. Thiago Chevalier Gonçalves Antunes
Investigadores: Jefferson Fernando, Mary Lúcia, Graziele Leal, Edinei Jorge, André Augusto, Luciana Silva, Zeno Dutra, Leandro Rogério, Felipe dos Reis e Laudiocinio Salgado.
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