Cada vez mais, a cirurgia robótica e técnicas minimamente invasivas como a videolaparoscopia passaram a ser adotadas para o tratamento de doenças abdominais e metabólicas no Brasil, como destaca a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
Os novos métodos permitem incisões menores, além de menor risco cirúrgico e recuperação mais rápida, com retorno mais precoce às suas atividades, motivo pelo qual têm se tornado cada vez mais populares entre pacientes e profissionais de saúde.
Para o Dr. Marcelo Rique, médico e cirurgião do aparelho digestivo, a chegada da videolaparoscopia, modalidade que usa pequenas incisões e uma microcâmera para guiar o procedimento, foi uma revolução, transformando procedimentos complexos em intervenções minimamente invasivas.
O especialista destaca que a cirurgia robótica permitiu entrar na era da agressão mínima. “Não operamos mais apenas com as mãos, mas com dados, imagens em alta definição e braços robóticos que superam a capacidade de movimentação das articulações humanas naturais. É a fusão da experiência clínica com a engenharia de ponta”, afirma.
Segundo o Dr. Marcelo Rique, a videolaparoscopia veio como a primeira revolução, reduzindo o trauma do paciente. “Ao trocarmos cortes de 20cm por orifícios de 1cm, conseguimos diminuir a dor, o tempo de internação e as complicações de ferida operatória. Foi o início da democratização da recuperação rápida”.
Com a visão 3D e a precisão das pinças articuladas, é possível manter os benefícios da cirurgia minimamente invasiva (pouca dor e alta precoce) mesmo em cenários anatômicos complexos e desafiadores. Ou seja, a robótica busca garantir que todos os pacientes, e não apenas os casos simples, possam se beneficiar de uma cirurgia com menor trauma e recuperação acelerada.
Aproximadamente 15% dos pacientes da América Latina desenvolvem alguma complicação no pós-operatório, como aponta um estudo noticiado pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Dentro desse grupo, um em cada sete pacientes morre antes mesmo de receber alta hospitalar.
“Hoje, com a cirurgia robótica, muitos pacientes conseguem voltar para casa em um ou dois dias e retomar suas rotinas, incluindo o trabalho, em um tempo menor. Além do aspecto físico, há um impacto psicológico”, conta o Dr. Marcelo Rique.
Tecnologia robótica traz ganhos para os procedimentos digestivos
Dr. Marcelo Rique conta que, para entender o impacto da tecnologia, é possível dividir a atuação do robô em três pilares:
Avanços tecnológicos foram determinantes para cirurgia bariátrica
Em média, 4,5 milhões pessoas têm indicação formal para cirurgia bariátrica no Brasil, país que realiza cerca de 90 a 95 mil cirurgias por ano, conforme estimativa compartilhada pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).
Segundo o Dr. Marcelo Rique, a bariátrica deixou de ser vista como um procedimento de alto risco graças a uma combinação de quatro avanços tecnológicos:
Sobre o Dr. Marcelo Rique
Dr. Marcelo Rique é médico e especialista em Cirurgia Geral e em Cirurgia do Aparelho Digestivo, com capacitação em cirurgia robótica. Possui mais de 18 anos de carreira e dedica-se ao cuidado cirúrgico em João Pessoa - PB.
Para saber mais, basta acessar: https://marcelorique.com.br/
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