O secretário de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), Rossieli Soares, esteve reunido com reitores e representantes de universidades públicas do estado para fortalecer a conexão entre a educação básica e o ensino superior em Minas.
O encontro foi realizado nessa terça-feira (9/12), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, em que foram discutidas ações conjuntas para melhorar os índices de permanência estudantil nos dois níveis de ensino.
Entre os participantes da reunião, estavam a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, o vice-reitor da instituição, Alessandro Fernandes Moreira, e o reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Demetrius David da Silva, que é presidente do Fórum das Instituições Públicas de Ensino Superior de Minas Gerais (Foripes), .
Durante o encontro, foram debatidos temas centrais para o avanço da área em Minas Gerais. O secretário Rossieli Soares destaca a preocupação comum entre educação básica e ensino superior em relação à trajetória escolar dos jovens.
“Hoje, o grande problema é que muitos jovens não chegam a se formar no ensino médio. Então, não se trata apenas de sonhar com a universidade, muitos sequer concluem a educação básica. Estamos perdendo estudantes no ensino fundamental e no ensino médio que poderiam estar ocupando os bancos das nossas universidades”, explica o secretário de Educação de Minas.
Ele aponta que, mesmo entre os jovens que permanecem na escola, há uma dificuldade crescente de sonhar e visualizar sentido no percurso educacional e frisa o papel do componente curricular Projeto de Vida como uma das ferramentas mais importantes para enfrentar esse desafio.
“Temos um espaço fundamental que é a disciplina Projeto de Vida, que não é tão bem aproveitada como deveria e, talvez, devesse ser a disciplina mais importante da educação básica. Ninguém aprende se não entender por que precisa aprender. Na universidade, o jovem já fez uma escolha; na escola, ele ainda precisa ser apoiado para construir essa escolha de vida”, diz Rossieli.
Também foram discutidas novas práticas didáticas e pedagógicas alinhadas ao perfil contemporâneo dos estudantes e estratégias para valorização, atração e permanência de futuros professores.
Rossieli também chama atenção para o fato de que Minas Gerais registra uma procura superior por cursos de licenciatura em comparação a outros estados do país. “Mesmo com esse cenário positivo, seguimos enfrentando desafios importantes na organização da vida profissional do professor. Não se trata apenas da carreira, mas é um ponto central. Hoje, discute-se muito o piso salarial, que é relevante e tem um peso histórico, mas não podemos permitir que isso produza um achatamento da carreira, como vem ocorrendo em várias partes do país. Quando isso acontece, desestimula a permanência dos profissionais”.
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