O desejo por uma aparência rejuvenescida impulsionou o avanço de diferentes técnicas de lifting facial ao longo dos anos. Entre elas, duas abordagens se destacam: o facelift tradicional e o Deep Plane Facelift. Enquanto a técnica clássica atua de forma mais superficial, removendo o excesso de pele e promovendo tração dos tecidos, o método mais moderno aprofunda o tratamento, reposicionando estruturas internas como musculatura, gordura e o SMAS, o que garante um resultado mais harmônico e natural.
Dr. Leandro H. Oshiro, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), afirma: "A técnica do Deep Plane não se limita à pele, pois alcança as áreas mais profundas da musculatura e ligamentos da face. O tratamento é totalmente individualizado e baseado nas principais queixas da paciente".
O cirurgião plástico explica que, além da profundidade de atuação, o tempo de recuperação também diverge: o facelift tradicional pode ser menos complexo, mas resulta em aspecto "esticado" se exagerado, enquanto o Deep Plane proporciona cicatrização de melhor qualidade e expressão natural por preservar os vetores anatômicos.
Além disso, ele esclarece que a escolha entre ambas as técnicas depende das queixas e da expectativa da paciente, bem como da estrutura anatômica facial e grau de flacidez. Em pacientes jovens ou com flacidez leve, o facelift tradicional pode ser suficiente; já para flacidez mais avançada, reinserção de gordura e estrutura remodelada com naturalidade, o Deep Plane é indicado.
Esse avanço técnico reflete-se também em dados globais: o Brasil é líder em procedimentos faciais no mundo, com cerca de 910.879 procedimentos de face e pescoço, segundo o último relatório do International Society of Aesthetic Plastic Surgery de 2024 (ISAPS).
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