A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (7), o projeto de lei que regulamenta a profissão de oleiro ou ceramista. Poderão exercer a profissão os detentores de diploma de curso profissionalizante dessas áreas, expedidos por instituição nacional ou estrangeira. A atividade também é assegurada àqueles que não têm diploma, mas exercem a atividade de forma regular.
O PL 2.518/2021 , do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), segue agora para análise da Câmara dos Deputados, a não ser que haja recurso contrário de senadores. A relatora foi a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
— A regulamentação da profissão de oleiro ou ceramista assegurará proteção jurídica e reconhecimento formal aos profissionais que exercem essa atividade, favorecendo a melhoria das condições de trabalho, a promoção da dignidade dos trabalhadores e a devida valorização de suas competências — disse a relatora.
O texto aprovado define as atividades que podem ser desenvolvidas pelo oleiro ou ceramista. Entre elas, estão:
Segundo Zequinha Marinho, o objetivo do projeto é ampliar a organização da categoria, bem como o acesso a direitos previdenciários e à seguridade social. Ele explica que o projeto corrigiu problemas que levaram à rejeição de um projeto de lei da Câmara ( PLC 150/2010 ) que tratava do mesmo tema.
“Retiramos as disposições que poderiam conduzir a uma possível reserva de mercado, deixando amplo, como agora é, o acesso dos interessados a essa profissão”, justifica o autor da proposição.
Soraya também elogiou o projeto por ele permitir o exercício da profissão a pessoas sem diploma, mas com aprendizado informal e atuação regular na área.
— Essa disposição demonstra sensibilidade à realidade de muitos trabalhadores que adquirem suas habilidades ao longo dos anos e permite a continuidade do exercício dessa atividade laboral por eles de forma legal e com segurança — afirmou a senadora.
Além disso, Soraya destacou a relevância econômica e cultural de oleiros e oleiras.
— A profissão de oleiro ou ceramista contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e a redução das desigualdades sociais, especialmente em áreas que dependem dessa atividade como fonte de renda, e, ainda, promove a preservação de práticas tradicionais, incentivando a transmissão de conhecimentos da atividade entre gerações e favorecendo a preservação cultural, considerando, muitas vezes, que faz parte da identidade cultural local — resumiu a relatora.
Soraya registrou também que o estado de Mato Grosso do Sul tem tradição de ceramistas que trabalham com barro e populações indígenas que também são ceramistas. Ela citou profissionais e empresas do estado como Sônia Corrêa, Udu Cerâmica Artesanal, Alexandra Camillo, Leslie Bassi, Marina Torrecilha, Andrea Lacet, Helena Belalian e Adri Lang.
— A produção de cerâmica é diversificada, com influências da natureza, da cultura indígena e do pantanal.
As votações da CAS foram comandadas por sua vice-presidente, a senadora Dra. Eudócia (PL-AL).
Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 14° Máx. 26°
Mín. 16° Máx. 26°
Tempo limpoMín. 14° Máx. 28°
Tempo limpo
CONVERSA DE ESQUINA Ser ou não ser?
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
