No Brasil, no início da colonização, falava-se o tupi-guarani, ou língua geral. Ainda temos muita herança desse dialeto indígena: Carioca, Maracanã, Morumbi, Sabará, Kaquende, Anhangabaú, sucuri, jiló, mandioca, nhenhenhém... Crescendo aqui o número de colonizadores, o português se impôs e passou a ser a língua oficial.
Hoje é diferente. Quem não manjar um tiquitinho de inglês vai penar. Outro dia mandaram um whatsApp a um amigo meu perguntando se eu tinha facebook. Candidamente respondi que não: só tinha UNIMED. Não sei por que o amigo riu tanto. Quando o Amaral atuava pela seleção brasileira, nosso scrath foi jogar na África do Sul, país que vivia o apartheid, ou seja, um odiento regime racista. O Amaral, como vários cracks da seleção, era negro, lídimo representante do black people. Um jornalista lhe perguntou:
- Você e vários de seus colegas não estão preocupados com o apartheid?
- Deixem esse partaidi comigo, riu o Amaral. Na primeira vez que ele rebolar na minha frente, jogo o desgraçado com bola e tudo na cerca.
Depois lhe contaram o que era apartheid. O Amaral ficou com uma vergonha danada. Porém, logo viu que não era o único ignorante no pedaço. Numa saidinha da concentração, convidou outro jogador, também escurinho, a irem a um restaurante.
- Vamos devagar. Esse povo é metido à besta. Será que aqui vai ter apartheid?
- Se tiver, esbravejou o outro, podem trazer. Com a fome desgraçada que tenho, traço qualquer coisa.
Fez muito bem certo matuto que recebeu a visita de um pernóstico turista americano. O visitante, ao ver a simplicidade do modo de viver da boa gente interiorana, indagou em tom de gozação, misturando inglês e portunhol:
- My friend, don’t you like ter um beautiful carro, una casita confortable?
O caipira mediu o gringo de alto a baixo, tirou o pito da orelha, puxou uma tragada e deu o troco, mostrando que sabia inglês. E em vários idiomas:
- Laiká até que nóis laikemu. Mas mônei que é gudi, míster, nóis num révi.