No Rio de Janeiro, uma situação bizarra chocou funcionários de uma agência bancária em Bangu, ontem dia 17 de abril. Érika de Souza Vieira Nunes, de 42 anos, foi presa em flagrante após tentar retirar um empréstimo de R$ 17 mil usando o cadáver de um idoso como parte da fraude. O caso, que viralizou nas redes sociais, deixou a população perplexa.
Segundo relatos, Érika se apresentou como sobrinha e cuidadora de Paulo Roberto Braga, um homem de 68 anos. Ela alegou que o idoso estava vivo quando chegou à agência, mas as evidências apontam para uma situação bem diferente.
Em depoimento, ela relatou que Paulo Roberto Braga, de 68 anos, ficou cinco dias internado tratando uma pneumonia e teve alta na segunda-feira (15). Ela teria ficado cuidado dele após a internação e, segundo Érika, o idoso demonstrou interesse em sacar os R$ 17 mil e usaria o dinheiro para comprar uma TV e fazer uma obra em casa.
Os fatos contraditórios
A versão da defesa de Érika diverge da narrativa policial. A advogada Ana Carla de Souza Correa afirmou que Paulo chegou à unidade bancária vivo e que existem testemunhas que corroboram essa informação. Segundo ela, o idoso manifestou interesse em sacar o dinheiro para comprar uma televisão e realizar uma obra em casa.
Entretanto, o delegado Fábio Luiz, responsável pelo caso, apresenta uma versão oposta. Ele afirma que Paulo já estava sem vida quando Érika o levou à agência. Os bancários, desconfiados do estado do idoso, começaram a gravar o atendimento e chamaram a polícia. Nas imagens, Érika aparece tentando manter a cabeça do cadáver firme enquanto ele está sentado em uma cadeira de rodas. Ela insiste para que ele assine um documento necessário para o empréstimo.
O desfecho trágico
O médico do Samu, ao chegar ao local, constatou que Paulo estava em óbito há algumas horas. A situação é surreal: uma mulher tentando obter um empréstimo com um cadáver em uma agência bancária. A polícia continua investigando o caso, buscando identificar outros familiares e esclarecer os detalhes dessa bizarra tentativa de fraude.
Érika de Souza Vieira Nunes foi atuada em flagrante por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver. O episódio serve como alerta para a vigilância dos funcionários bancários e a importância de verificar a veracidade das informações apresentadas pelos clientes.
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