O número de cirurgias realizadas no Hospital Regional João Penido, em Juiz de Fora, saltou de 771 procedimentos, no ano passado, para 1.657 em 2023, o que significa que a instituição mais que dobrou o atendimento aos usuários do SUS na macrorregião Sudeste.
Esse crescimento contribuiu para reduzir a fila de espera por cirurgias eletivas formada em razão da pandemia da covid-19, minimizar o potencial agravamento de casos e a superlotação da urgência, com benefícios para uma população de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas, que também têm acesso aos exames e consultas pré-operatórias no próprio hospital.
Os números marcam a retomada da performance da unidade no período pós-pandêmico e abrangem intervenções nas áreas de cirurgia-geral, urologia, proctologia, procedimentos minimamente invasivos e radiologia intervencionista, assim como refletem o planejamento estratégico que dividiu a produção cirúrgica em duas etapas. A primeira consistiu em um mutirão para a redução da fila de espera existente até 2022. A segunda, na realização dos procedimentos eletivos deste ano.
Para isso, foram efetuadas aquisições de instrumentais específicos da urologia, além da contratação de um urologista e dois cirurgiões gerais que ampliaram a capacidade do setor, com impacto direto no resultado geral positivo.

Aprovação
O vigilante Bruno Leonardo de Oliveira, de 42 anos, aguardava, há cerca de três anos, para ser submetido a uma vasectomia. Casado há 19 anos, ele decidiu pela cirurgia, mas teve que adiar seus planos em razão da pandemia da covid-19. No HRJP, o procedimento foi realizado 28 dias após sua primeira consulta este ano. “O atendimento foi muito bom e a cirurgia foi simples e rápida”.
O aposentado Valdir Casagrande Nascimento, de 77 anos, conta que, de repente, começou a sentir dores na região das costas. Após receber o diagnóstico de cálculo biliar e acúmulo de gordura no interior das células do fígado, ficou internado por três dias em uma unidade de Pronto Atendimento em Juiz de Fora. Transferido para o HRJP, ele foi submetido à cirurgia para a extração do cálculo e teve alta no dia seguinte.
“O atendimento foi espetacular. O Hospital João Penido é respeitado na cidade. Quem o conhece, o tem como preferência. Todos são atenciosos, dos mais simples aos médicos”, pontua o aposentado.
Engajamento
“Tivemos o engajamento de toda a equipe do bloco cirúrgico, desde a montagem dos mapas até a execução das cirurgias. Outras medidas fundamentais foram o monitoramento da produção pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR), o redesenho de fluxos pela gerência assistencial e pelo ambulatório de especialidades, além do direcionamento de uma cardiologista para a realização dos riscos cardiológicos, tornando os exames pré-cirúrgicos mais rápidos”, detalha a enfermeira e gerente assistencial do hospital, Fernanda Rezende.
Ainda segundo a gerente, o HRJP aderiu ao Plano Estadual de Redução de Filas de Cirurgias Eletivas de Minas Gerais, além de cumprir com a pactuação anual dos procedimentos eletivos. Outro fator decisivo para o desempenho registrado pela unidade hospitalar foi a pactuação com a prefeitura municipal de Juiz de Fora, que resultou no levantamento do número de guias represadas durante a pandemia e a realização das cirurgias com tempo de espera de até quatro anos.
Em média, após a primeira consulta, as cirurgias são realizadas no HRJP em um prazo de quatro meses. Em alguns procedimentos, como a vasectomia, por exemplo, o tempo de espera é de 30 dias.
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