O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagraram na manhã desta sexta-feira, 5, a Operação Coercion que apura crimes identificados durante as análises dos materiais apreendidos no âmbito da Operação Krymmenos realizada em agosto de 2022. Dois mandados de prisão preventiva e de três mandados de busca e apreensão foram cumpridos no município de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Durante os trabalhos de investigação empreendidos a partir da deflagração da Operação Krymmenos, os investigadores identificaram que um dos alvos vinha atuando para coagir outro indivíduo, réu em ação penal, a mudar o teor de seu depoimento, prestado em fase investigativa, quando viesse a depor em juízo.
As investigações também apontaram que a organização criminosa contava com a atuação de um policial militar lotado em Sabará, também alvo da Operação Coercion, o qual seria responsável por acessar sistemas restritos para informar os comparsas da eventual existência de mandados de prisão em aberto ou do teor de documentos porventura lavrados no âmbito da PMMG. Além disso, ele estaria envolvido em outros crimes pelos quais também são investigados os integrantes da organização criminosa.
Coordenada pelos promotores de Justiça e policiais civis que atuam no Gaeco, a operação de hoje conta com o emprego de cinco policiais civis, um delegado de polícia, sete policiais militares da Corregedoria da PMMG e um promotor de Justiça.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Civil de Minas Gerais deflagraram, no dia, 9 de agosto, a operação Krymmenos cujo objetivo é combater esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas praticado por organização criminosa. Vinte e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Distrito Federal.
A operação é resultado do trabalho investigativo da equipe do Grupo de Combate às Organizações Criminosas da Polícia Civil de Minas Gerais, que integra o Gaeco do MPMG.
Segundo o Gaeco, em Minas foram cumpridos mandados em Ouro Preto e na divisa entre Belo Horizonte e Sabará.
Durante as apurações, foi identificado que a organização criminosa movimentou valores que se aproximam de R$ 1 bilhão, supostamente, utilizando-se de empresas fictícias e contas bancárias abertas para dar cabo à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes. Segundo apurado, o dinheiro circulava pelas contas de diversas pessoas físicas e jurídicas até finalmente chegar a terceiros supostamente vinculados ao esquema criminoso como se fosse lícito.
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