O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira deve alcançar, em 2023, R$ 132,1 bilhões. Os dados de janeiro apontam praticamente o mesmo resultado do ano passado, R$ 132,3 bilhões. O indicador representa uma estimativa da geração de renda no meio rural e seu cálculo é feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).
Lavouras
As lavouras devem representar 67% do faturamento mineiro e alcançar R$ 89,1 bilhões neste ano, com alta de 1,8%. O resultado positivo foi puxado pelo crescimento dos seguintes produtos: cana-de-açúcar, batata-inglesa, banana, feijão, laranja, algodão, mandioca e amendoim. Juntos, esses produtos respondem por 29% das lavouras. Além disso, há uma expectativa de safra recorde de grãos em Minas Gerais, que deve alcançar 17,6 milhões de toneladas.
Principal produto de destaque, com participação de 32% no segmento, o café tem previsão de queda de 1,6% em relação ao ano de 2022, devendo alcançar R$ 28,5 bilhões. Na avaliação do superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) , Feliciano Nogueira, esse resultado foi puxado pela queda dos preços. “Segundo o indicador do café arábica Cepea/Esalq, a média de preços de janeiro foi de R$ 1.009,27, registrando queda de 32%, na comparação com janeiro de 2022, e queda de 0,3% em relação a dezembro de 2022”, detalha.
Com participação de 25% no segmento agrícola, o VBP da soja deve ser de R$ 22 bilhões, com queda de 0,2% em relação ao ano passado.
A estimativa para a cana-de-açúcar é de R$ 13,3 bilhões, com crescimento de 0,9%. Segundo o IBGE, neste ano, a produção deverá crescer 2,9%, alcançando cerca de 75 milhões de toneladas.
Outros produtos com estimativa de queda: milho (-2%), tomate (-4%), trigo (-15%), uva (-12%) e arroz (-3%).
Pecuária
A receita do segmento pecuário deve alcançar R$ 43 bilhões, com queda de 4,1%. Entre os produtos, apenas a carne suína apresentou crescimento, cerca de 5,4%, com estimativa de R$ 3,9 bilhões.
Há estimativa de queda no faturamento para os seguintes produtos: ovos (-14,9%), carne bovina (-9,6%) e leite (-0,5%). Em relação à carne bovina, a maior oferta de animais para abate explica a queda nos preços em janeiro. Já em relação ao leite e ovos, a queda do VBP é motivada pela queda da produção, em função do clima adverso e os altos custos de produção.
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