Autoridades, colaboradores, servidores e parlamentares do Senado e da Câmara dos Deputados participaram de um ato público, na tarde dessa quarta-feira (8), em defesa das instituições. Organizado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), a celebração "Caminho Inverso: ato da democracia", marcou um mês das invasões de 8 de janeiro.
O ato serviu para mostrar que a democracia brasileira é mais forte do que os atos de vandalismo.
— O Sentimento é de que nós podemos, sim, sempre dar a volta por cima. A tentativa vil que o Congresso sofreu, de agressão, a ela foi dada uma resposta rápida. Nós não atrasamos sequer um dia no nosso trabalho legislativo —, disse o segundo-secretário Weverton (PDT-MA).
A senadora Soraya Thronicke (União-MS) cobrou a penalização dos responsáveis pelos atos de vandalismo.
— A nossa democracia ainda não esta a salvo, porque ainda não entendemos e não sabemos quem financiou, quem planejou, quem incitou [a invasão]. Só estará superado esse episódio tão dramático e tão serio no dia em que essas pessoas estiverem condenadas, presas e pagarem por esse crime.
O secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), Paulo Siqueira, também disse que espera a apuração rigorosa dos ataques e a punição dos responsáveis.
— Desde aquele domingo, de 8 de janeiro, temos acompanhado cada passo das instituições e exigido a responsabilização de todos e todas que participaram. A democracia é maior do que o ocorrido e sairá fortalecida — afirmou.
Na abertura do ato, no Salão Negro do Congresso, os participantes fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos terremotos na Turquia e na Síria. O coordenador-geral da Secretaria da Polícia do Senado (Spol), Gilvan Viana, disse que o corpo funcional estará sempre de prontidão para defender a Casa.
— Estamos e estaremos sempre à disposição para manter o Poder Legislativo independente e autônomo. Estaremos sempre a postos — disse.
Uma mensagem da embaixada dos Estados Unidos, lida por uma representante do corpo diplomático, comparou o 8 de janeiro brasileiro com a invasão ao Capitólio em Washington, em 2021.
O ato terminou com os presentes percorrendo o caminho inverso ao dos invasores — daí o nome do evento. No gramado em frente ao Congresso, os participantes promoveram um abraço simbólico no Parlamento.
— A violência não serve para nada. Pelos meios que dispunham, milhões de pessoas deixaram claro o apoio irrestrito ao Estado democrático de direito. Esse ato ficará marcado na história. Temos orgulho de representar os nossos servidores — disse o diretor do Sindilegis, Alison Souza.
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