São 74 anos de história. Durante todo esse tempo o Senai-Sabará atravessou gerações e formou milhares de sabarenses em cursos profissionalizantes, alimentando com talentos o setor industrial do município, do estado e do país. A escola faz parte da história de Sabará e hoje é praticamente impossível encontrarmos uma família sabarense em que pelo menos um membro não tenha passado pelo Senai. Mas toda essa história pode estar próxima do fim.
Atualmente, a instituição conta com cerca de 200 alunos, tem cursos agendados só até o fim do ano e se não houver propostas de novos cursos, o Senai fechará suas portas. Em 2018, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) acionou a diretoria do Sesi-Senai alertando sobre a possibilidade de fechamento caso não houvesse uma maior sustentabilidade da escola. Como não houve mudanças, no fim do ano passado o Sesi que oferecia o ensino médio gratuito encerrou as atividades, restando apenas os cursos de aprendizagem e um curso profissionalizante que será concluído no fim de 2019, quando a FIEMG pretende encerrar as atividades da unidade.
Para que isso não aconteça, empresários ligados ao Sindmesa-Sabará estão unidos para apresentar propostas e reverter a situação. O objetivo é tornar a escola auto-sustentável, uma das alternativas é incentivar as empresas a levarem os cursos necessários para seus profissionais para o SENAI. O município tem várias empresas que demandam de mão de obra de cursos oferecidos pela instituição. Além da indústria, que é o principal foco, o SENAI abre possibilidades para cursos de aprendizagem em diversas áreas, mas é preciso que haja demanda, por isso se faz tão necessário a contribuição dos empresários.
O Sindmesa é composto por 14 empresas, mas no município existe um número muito maior de empresas, apesar disso o engajamento tem sido muito pequeno. Kátia Del Rio, empresária membro do Sindmesa, afirma que muitas organizações que estão dentro do município, não estão envolvidas. “É importante que todos os empresários e comerciantes sabarenses se envolvam nessa luta, porque o fechamento do Senai vai afetar toda a cidade, pois é um centro de formação de mão de obra que o município vai perder”, ressalta Kátia. A empresária pede a união de todos para que o município não perca essa preciosidade.
Além desses poucos empresários, a Maçonaria está envolvida nessa luta, trabalhando ativamente em Caeté, já que cerca de 30% dos alunos eram oriundos da cidade.
A prefeitura de Sabará também está engajada. O município vai aplicar a princípio um recurso de R$ 300 mil em cursos profissionalizantes que serão ministrados no SENAI. Segundo o prefeito Wander Borges, a prefeitura é parceira, a Secretaria de Educação está desenvolvendo um projeto nesse sentido, ele ressalta que o SENAI oferecendo os cursos que atenda ao mercado, a prefeitura tem a possibilidade de efetuar a compra. Entre várias opções Wander sugeriu um curso de restauração, que atenderia não só ao município, mas ao estado e ao país. Além disso, a prefeitura fará uma ponte entre os empresários engajados na causa e outras empresas do município.
De acordo com Kátia Del Rio, a Fiemg está aberta a ouvir novas propostas e negociar, mas ainda é preciso elaborar uma proposta para ser apresentada para a Federação. Para finalizar, a empresária ressalta mais uma vez a importância do engajamento de todos, empresários, comerciantes e sociedade, para que esse grande centro de conhecimentos, patrimônio de Sabará, não feche suas portas.
Educação MEC Livros oferece mais 7,8 mil obras em inglês e espanhol
Educação PND 2026: professores podem se inscrever até sexta-feira (3)
Educação Pé-de-Meia 2026: pagamento da quarta parcela começa nesta segunda
Educação Inscrição para residência médica estão abertas até hoje
Educação Enare: inscrições para residência de acesso direto terminam segunda
Educação Enem 2026: candidatos podem conferir resultado de atendimento especial Mín. 15° Máx. 25°
Mín. 16° Máx. 26°
Tempo limpoMín. 15° Máx. 26°
Tempo nublado
CONVERSA DE ESQUINA Ser ou não ser?
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
