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E ela se foi: Nazinha!

E ela se foi: Nazinha!

Por: Glaucia Melo Clark
27/07/2018 às 11h27
E ela se foi: Nazinha!

Uma cratera indescritível ilustra nossos corações. A doce Nazinha foi recolhida pelos desígnios indecifráveis de Deus um tempo recorde às nossas vidas.

Tamanha dor nos acompanha e nos ronda.

Seu verdadeiro nome deveria ser Maria da Caridade e do Amor.

A musa top dos pastéis de nata, dos elegantes bom bocados de coco, do saboroso empadão e inúmeros quitutes e quitandas, foi adoçar o céu, levando toda a festa.

Ficou infinita saudade de um ser humano ímpar!

No banco da praça Santa Rita aos domingos e aos sábados no Mercado Municipal ficara a lembrança do seu meigo sorriso, do seu colarzinho de pedras, do perfume cúmplice e da meia fina.

Um dia, Nazinha foi justificar para uma amiga por qual motivo não poderia doar sangue ao marido necessitado. A amiga respondeu-lhe: “Você não precisa, pois sua vida e um eterno doar do coração a todos, conhecidos ou não”.

A sociedade sabarense sempre foi impecável ao valor dado à nossa saudosa Nazinha, costumeiro prestígio e até mesmo na exportação de suas iguarias. Foi parceira fiel e acolhedora neste momento cruel e doloroso da entrega oficial dela aos braços do pai.

Faltam palavras para descrevermos a nossa gratidão a vocês sabarenses ou não, que não mediram esforços para caminhar paralelo à nossa dor. E bem sabemos que gratidão não tem preço. É imensurável.

Quanto aos familiares, faltou ao dicionário Aurélio palavras para ilustrar o nosso carinho a vocês. Somente o senhor Coração, dono legítimo do amor, é capaz de realizar esta nobre tarefa.

À Sandra Camponez, nosso eterno muito obrigado pela parceria amiga, de cumplicidade, de confiança e de amizade por tantas décadas.

Crescemos ouvindo Tia Àurea declamar o poema Para Sempre, de Carlos Drummond de Andrade:

“Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mistério profundo! Fosse eu rei do mundo baixava uma lei: mãe não morre nunca...”

Descanse em paz, mãe! Seu exemplo de vida junto ao nosso inesquecível pai, sua caridade, seu amor e sua garra e elegância ficarão eternamente gravadas na trajetória que ainda teremos a cumprir.

Nilmara, Giovani,

Osvaldo e Viviane

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