
Uma cratera indescritível ilustra nossos corações. A doce Nazinha foi recolhida pelos desígnios indecifráveis de Deus um tempo recorde às nossas vidas.
Tamanha dor nos acompanha e nos ronda.
Seu verdadeiro nome deveria ser Maria da Caridade e do Amor.
A musa top dos pastéis de nata, dos elegantes bom bocados de coco, do saboroso empadão e inúmeros quitutes e quitandas, foi adoçar o céu, levando toda a festa.
Ficou infinita saudade de um ser humano ímpar!
No banco da praça Santa Rita aos domingos e aos sábados no Mercado Municipal ficara a lembrança do seu meigo sorriso, do seu colarzinho de pedras, do perfume cúmplice e da meia fina.
Um dia, Nazinha foi justificar para uma amiga por qual motivo não poderia doar sangue ao marido necessitado. A amiga respondeu-lhe: “Você não precisa, pois sua vida e um eterno doar do coração a todos, conhecidos ou não”.
A sociedade sabarense sempre foi impecável ao valor dado à nossa saudosa Nazinha, costumeiro prestígio e até mesmo na exportação de suas iguarias. Foi parceira fiel e acolhedora neste momento cruel e doloroso da entrega oficial dela aos braços do pai.
Faltam palavras para descrevermos a nossa gratidão a vocês sabarenses ou não, que não mediram esforços para caminhar paralelo à nossa dor. E bem sabemos que gratidão não tem preço. É imensurável.
Quanto aos familiares, faltou ao dicionário Aurélio palavras para ilustrar o nosso carinho a vocês. Somente o senhor Coração, dono legítimo do amor, é capaz de realizar esta nobre tarefa.
À Sandra Camponez, nosso eterno muito obrigado pela parceria amiga, de cumplicidade, de confiança e de amizade por tantas décadas.
Crescemos ouvindo Tia Àurea declamar o poema Para Sempre, de Carlos Drummond de Andrade:
“Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mistério profundo! Fosse eu rei do mundo baixava uma lei: mãe não morre nunca...”
Descanse em paz, mãe! Seu exemplo de vida junto ao nosso inesquecível pai, sua caridade, seu amor e sua garra e elegância ficarão eternamente gravadas na trajetória que ainda teremos a cumprir.
Nilmara, Giovani,
Osvaldo e Viviane