Em meio à 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-27), iniciada no último domingo (6) no Egito, e após longo debate na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (8), o colegiado decidiu adiar a deliberação do projeto de lei que regulamenta o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE) de gases que provocam o efeito estufa.
O PL 412/2022, do ex-senador Chiquinho Feitosa (DEM-CE), foi relatado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que fez a leitura do seu texto alternativo durante a reunião da CAE. O relator apontou a prejudicialidade dos outros três projetos que foram analisados em conjunto — o PL 2.122/2021, o PL 3.606/2021 e o PL 4.028/2021 — e das emendas a eles apresentadas, pois considerou que tratavam do mesmo assunto.
— Propomos um marco legal simplificado e, ao mesmo tempo, suficiente para garantir a segurança jurídica que todos os atores desse mercado exigem para gerenciarem suas emissões com base em parâmetros claros e definidos, investirem em projetos e programas de redução ou remoção de gases de efeito estufa e, ademais, entre si transacionarem os ativos financeiros gerados, inclusive com a possibilidade de exportação — expôs o relator.
Presidente da CAE, o senador Otto Alencar (PSD-BA) acatou o pedido de vista coletiva.
Antes da leitura do relatório por Tasso, o presidente da CAE indeferiu requerimento do senador Wellington Fagundes (PL-MT) para que fosse promovida uma audiência pública sobre o tema na CAE.
O requerimento chegou a ser defendido pelos senadores Guaracy Silveira (PP-TO) e Zequinha Barbosa (PL-PA).
— Eu acho que nós não podemos abrir mão do direito de discutir... Quando se fala de sequestro de carbono, parece que nós estamos envolvendo o mundo todo. E se esta comissão abrir mão disso, eu acho que nós perdemos uma grande oportunidade de fazer um bom serviço para o Brasil, para o setor produtivo, para aqueles que produzem e justamente para a nossa agricultura — expôs o senador Guaracy.
Para Otto, a necessidade imediata de preservação do meio ambiente e toda a discussão que acontece na COP-27 tornam urgente a apreciação da proposta.
— Essa matéria vai à Comissão de Meio Ambiente [que é colegiado de mérito], e aqueles que acharem necessário podem apresentar requerimento para audiência pública [na CMA] sem nenhum prejuízo para apreciação da matéria no âmbito do Senado Federal.
— Essa é uma das discussões mais importantes no mundo hoje. Estamos tratando aqui da sobrevivência do planeta. Essa discussão visa justamente compensar economicamente aqueles que, ao invés de sequestrarem o carbono, estão mandando o oxigênio. A legislação já existe, o que estamos propondo aqui é a regulamentação, que está atrasada — disse o relator, ao defender a votação do projeto.
Os senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e Omar Aziz (PSD-AM) também entenderam ser importante que a matéria passe quanto antes pela CAE e receba aprofundamento do mérito na CMA.
— Para fazer as audiências públicas, o local adequado é a Comissão de Meio Ambiente. É lá que vai acontecer isso. Lá não tem nada de ideológico... Nesse tema, não tem negócio de ideologia em cima dele, não! Esse é um tema econômico importante! Eu tenho conversado muito com estudiosos, e eles estão ansiosos por essa legislação — afirmou Confúcio, que é vice-presidente da CMA.
Senado Federal Nanismo: audiência discute inclusão de medicamento para acondroplasia no SUS
Senado Federal Violência digital contra mulher também é crime; veja como denunciar
Senado Federal CAS analisa projeto que prevê ensino de primeiros socorros a estudantes
Senado Federal Guerra no Irã: MP reduz preço do diesel para conter alta do petróleo
Senado Federal CSP pode votar autorização para que estados legislem sobre direito penal
Senado Federal Interlegis lança guia de boas práticas ASG para o Legislativo Mín. 9° Máx. 24°
Mín. 9° Máx. 23°
Tempo limpoMín. 9° Máx. 23°
Tempo limpo
CONVERSA DE ESQUINA SEJAMOS REALISTAS
COLUNA MG Forrageiras mostram alto desempenho no semiárido
SANDERS ROCHA Concessionária de energia pode adentrar no imóvel para realizar o corte sem o morador no local?
DIEGO LEONEL A Importância da Certificação Pró-Gestão para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) 
